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Vigilância estatal persiste sobre presos políticos libertados na Venezuela, denuncia CIDH

BeeNews 07/05/2026 | 01:21 | Brasília
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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) emitiu um alerta recente sobre a situação dos presos políticos na Venezuela. Segundo o organismo, a maioria dos indivíduos libertados pelo regime venezuelano continua sob um rigoroso regime de vigilância estatal, que impõe restrições significativas e impede o pleno exercício de suas liberdades fundamentais. Esta denúncia foi apresentada durante uma sessão do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada em Washington, destacando a preocupante realidade enfrentada por ex-detentos políticos no país.

As revelações da CIDH sublinham um cenário onde a liberdade concedida é, na prática, uma liberdade vigiada, com implicações diretas para a democracia e os direitos humanos na Venezuela. A comunidade internacional, por meio de seus organismos multilaterais, tem acompanhado de perto a evolução da crise política e social venezuelana, reiterando a necessidade de respeito às garantias individuais e ao Estado de direito.

A liberdade condicionada dos presos políticos na Venezuela

O presidente da CIDH, Edgar Stuardo Ralón Orellana, detalhou as condições impostas aos presos políticos na Venezuela que foram libertados. Entre as medidas cautelares, destacam-se a proibição de saída do país, a exigência de apresentação periódica perante tribunais e a restrição de se manifestar ou conceder entrevistas à imprensa. Ralón Orellana enfatizou que tais condições não configuram uma liberdade genuína, mas sim uma forma de controle contínuo por parte do Estado.

Essas restrições afetam diretamente a capacidade dos indivíduos de reconstruir suas vidas e de participar plenamente da sociedade civil e política. A CIDH argumenta que a manutenção dessas medidas cautelares representa uma violação dos direitos humanos e um obstáculo para a reconciliação e a estabilidade democrática no país.

Discrepância nos números e a realidade da anistia

Durante a sessão, foi exposta uma significativa discrepância entre os dados oficiais e as informações verificadas por organizações independentes. Enquanto o regime venezuelano, sob o comando da ditadora interina Delcy Rodríguez, alega que mais de 8 mil pessoas foram beneficiadas por uma lei de anistia, grupos civis independentes registram um número muito menor de indivíduos que realmente obtiveram liberdade plena.

De acordo com esses levantamentos, apenas 186 pessoas teriam sido completamente libertadas, enquanto outras 554 ainda permanecem sob medidas cautelares. A secretária-executiva da CIDH, Tania Reneaum Panszi, apresentou um relatório indicando que, até abril, 454 pessoas continuavam detidas por razões políticas, incluindo 44 mulheres, uma adolescente, 286 civis e 186 militares. O organismo também denunciou a morte de ao menos 18 pessoas sob custódia do Estado venezuelano.

O apelo internacional por direitos humanos e visitas in loco

O secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, interveio na sessão para reforçar a urgência da situação. Ele exigiu a libertação imediata de todos os cidadãos venezuelanos detidos por motivos políticos e sublinhou a importância de permitir visitas in loco da OEA ao país. Ramdin argumentou que a detenção de pessoas por razões de consciência ou dissidência representa um grave retrocesso para o Estado de direito.

Além disso, o secretário-geral da OEA destacou que a continuidade dessas prisões impede o retorno à normalidade democrática na Venezuela. A pressão internacional por transparência e respeito aos direitos humanos tem sido uma constante, com diversos organismos e governos apelando para que o regime venezuelano cumpra suas obrigações internacionais. Para mais informações sobre as ações da CIDH, visite o site oficial da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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