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Brasil desenvolve sensor automotivo que será obrigatório a partir de 2029

BeeNews 15/06/2026 | 14:22 | Brasília
3 min de leitura 510 palavras

O Brasil iniciou o desenvolvimento de uma tecnologia nacional de sensores de radar voltada para sistemas de frenagem automática. O projeto, que visa atender às exigências de segurança veicular, prepara a indústria automotiva para a obrigatoriedade do dispositivo em todos os veículos fabricados no país a partir de 1º de janeiro de 2029.

Tecnologia nacional para sistemas de assistência ao motorista

O equipamento em desenvolvimento é um componente fundamental do sistema Adas, sigla em inglês para Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista. A implementação dessa tecnologia busca elevar os padrões de segurança nas vias, permitindo recursos como a frenagem automática de emergência e a assistência para a permanência em faixa de rodagem.

A obrigatoriedade do dispositivo foi estabelecida por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito, órgão vinculado ao Ministério dos Transportes. O objetivo é alinhar a frota nacional a padrões internacionais de segurança, reduzindo o risco de colisões por meio da tecnologia embarcada.

Inovação e colaboração no Senai Park de Suape

O desenvolvimento do radar ocorre no Senai Park de Suape, localizado no litoral de Pernambuco. O espaço atua como um centro de inovação e tecnologia, reunindo pesquisadores e especialistas para a criação de soluções avançadas para o setor automotivo.

O projeto conta com um investimento de R$ 44 milhões e envolve uma rede de cooperação estratégica. Entre as instituições participantes estão a Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade de Brasília, além de montadoras como a Volkswagen e a Stellantis, que engloba marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën.

Precisão e fusão sensorial para maior segurança

O funcionamento do sistema baseia-se na integração entre radares e câmeras, um processo técnico denominado percepção e fusão sensorial. Segundo Oziel Alves, diretor de Inovação e Tecnologia do Senai-PE, o radar mede com precisão a distância e a velocidade de objetos à frente, enquanto a câmera identifica a natureza do obstáculo, como um veículo ou um pedestre.

Essa combinação permite que o sistema tome decisões autônomas de frenagem com maior confiabilidade. Para acelerar o cronograma de testes e validações, a equipe utiliza ferramentas de inteligência artificial e a tecnologia de gêmeos digitais, que permite simular cenários complexos em ambiente virtual antes da aplicação em protótipos físicos.

Autonomia tecnológica e competitividade industrial

Além do ganho em segurança, o projeto visa reduzir a dependência brasileira de tecnologias importadas. Ao dominar o desenvolvimento local de sensores críticos, o país fortalece sua base de engenharia e capacita profissionais especializados para os desafios da indústria 4.0.

O movimento de nacionalização, descrito por Camila Barreto, diretora regional do Senai PE, como a “tropicalização” de tecnologias, também abre espaço para outros avanços, como o desenvolvimento de baterias de lítio. A iniciativa é vista por líderes do setor, como o presidente da Fiepe, Bruno Veloso, como um exemplo de cooperação necessária para a evolução da competitividade das montadoras e fornecedores locais. Saiba mais detalhes sobre o projeto no portal da Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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