O governo da China deflagrou uma nova ofensiva contra a liberdade religiosa ao interromper um culto da Igreja Early Rain Covenant (ERCC), situada na cidade de Jiangyo. A operação, que mobilizou dezenas de agentes estatais, resultou na detenção de fiéis e líderes religiosos, marcando mais um capítulo na política de controle exercida pelo Partido Comunista Chinês sobre grupos cristãos não registrados oficialmente.
Ação policial e detenções em Jiangyo
Relatos da organização China Aid indicam que entre 50 e 60 policiais participaram da incursão no local de culto. Entre os detidos estavam os líderes religiosos Yan Hong e Wu Wuqing, que foram conduzidos a uma delegacia local para interrogatório. A ação também atingiu membros vulneráveis da congregação, incluindo idosos e crianças, que foram mantidos sob custódia em um salão de baile da própria instituição.
A congregação informou que mais de 30 pessoas foram levadas à força em veículos oficiais. Durante o período de detenção, as autoridades tentaram forçar os fiéis a assinarem declarações juramentadas como condição para a soltura. Apesar da pressão, os membros da igreja mantiveram a resistência pacífica, entoando hinos e orando até que a maioria fosse liberada no final da tarde daquele domingo.
Histórico de perseguição religiosa na China
A Igreja Early Rain Covenant, fundada em 2008, é um alvo recorrente do regime de Xi Jinping. A primeira grande intervenção contra a instituição ocorreu em dezembro de 2018, sob a justificativa de que a igreja operava sem o devido registro oficial exigido pelas leis locais. O episódio resultou na prisão do pastor fundador, Wang Yi.
Em 2019, o pastor Wang Yi foi condenado a nove anos de reclusão sob acusações de subversão de poder e atividades comerciais ilegais. Este caso é frequentemente citado por observadores internacionais como um exemplo do endurecimento das políticas estatais contra denominações que não se submetem à supervisão direta das entidades religiosas controladas pelo Estado chinês.
Contexto da liberdade religiosa sob vigilância
A situação dos direitos humanos na China continua a ser monitorada por entidades globais. A exigência de documentos e a pressão sobre líderes religiosos refletem uma estratégia de monitoramento constante. Para mais informações sobre o cenário de perseguição, consulte o portal China Aid.
Apesar das constantes investidas, a congregação mantém suas atividades sob vigilância. O motivo específico para a detenção dos líderes Yan Hong e Wu Wuqing nesta operação recente permanece sem esclarecimento oficial por parte das autoridades chinesas, mantendo a comunidade em estado de alerta e incerteza jurídica.
Fonte: gazetadopovo.com.br
