Ações policiais contra manifestantes em Londres
A Polícia Metropolitana de Londres realizou a detenção de 117 pessoas nesta segunda-feira (15) durante um protesto realizado nos arredores da Royal Courts of Justice, no centro da capital britânica. O grupo manifestava apoio ao Palestine Action, organização que foi classificada pelo governo do Reino Unido como um grupo terrorista.
As autoridades informaram que as prisões foram efetuadas sob a suspeita de manifestação de apoio a uma organização proibida por lei. Adicionalmente, outras duas pessoas foram detidas em uma ação separada ocorrida em frente ao tribunal penal de Old Bailey, intensificando a vigilância estatal sobre o movimento.
Decisão judicial valida proibição do Palestine Action
As detenções ocorreram logo após a Corte de Apelação do Reino Unido validar a decisão governamental de ilegalizar o grupo. A presidente da corte, Sue Carr, destacou em sua fundamentação que a organização opera por meio de células secretas, focando suas atividades na destruição de propriedades de empresas de defesa e bases militares, conforme reportado pela Associated Press.
O governo britânico estabeleceu a proibição do grupo em julho de 2025, utilizando como base a legislação antiterrorismo vigente. A medida foi motivada por episódios de invasões e ocupações que, segundo o governo, visavam obstruir o fornecimento de equipamentos militares para Israel.
Consequências legais e histórico de condenações
A recente decisão judicial reforça o entendimento de que o apoio público ao Palestine Action configura crime no território britânico. Desde a implementação da proibição, o histórico de segurança pública aponta que mais de 3 mil pessoas foram detidas em atos relacionados à organização.
O rigor das sentenças também tem sido um ponto central no debate jurídico. Na semana anterior, quatro integrantes do grupo receberam penas que variam entre cinco e oito anos de prisão. As condenações foram resultado de ataques realizados contra a sede da empresa Elbit Systems, em Bristol, ocorridos em agosto de 2024.
Perspectivas sobre liberdade de expressão
Embora a proibição esteja em vigor, a organização mantém a intenção de levar o caso à Suprema Corte britânica. A cofundadora do grupo, Huda Ammori, afirmou que pretende contestar a decisão, argumentando que a medida restritiva atenta contra o direito fundamental à liberdade de expressão e a prática de protestos políticos.
Fonte: gazetadopovo.com.br
