EUA Lideram Nova “Escudo das Américas”: Aliança Militar Contra Cartéis e Influência Estrangeira na América Latina

BeeNews 08/03/2026 | 22:35 | Brasília
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Nova coalizão militar busca unificar esforços contra o crime organizado e conter a expansão de potências estrangeiras no continente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou a criação de uma aliança militar inédita com 12 nações latino-americanas, batizada de “Escudo das Américas”. O anúncio foi feito em Miami, onde líderes regionais se reuniram para selar o acordo.

O principal objetivo declarado da coalizão é intensificar o combate aos cartéis de drogas que assolam a América Latina. Contudo, o discurso de Trump também sinalizou uma preocupação em afastar do continente influências consideradas “adversárias” de Washington, com referências indiretas a países como China e Rússia.

A formação do “Escudo das Américas” visa replicar o modelo de coalizões militares empregadas pelos EUA em outras regiões, como no Oriente Médio contra o Estado Islâmico. A iniciativa, conforme Donald Trump, buscará erradicar as organizações criminosas que operam na região. As informações são do conteúdo divulgado sobre o evento.

Detalhes da Formação e Objetivos da “Escudo das Américas”

Durante o encontro em Miami, Trump declarou: “Neste dia histórico, nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região”. Ele comparou a nova empreitada à atuação dos EUA no Oriente Médio, afirmando a necessidade de “fazer o mesmo para erradicar os cartéis em nossos países”.

A cerimônia contou com a presença de presidentes da Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A Casa Branca, em paralelo, divulgou uma proclamação oficial sobre a Coalizão das Américas contra os Cartéis.

O documento oficial detalha que os Estados Unidos se comprometem a “treinar e mobilizar os militares das nações parceiras para alcançar a força de combate mais eficaz necessária para desmantelar os cartéis”. Além do tráfico de drogas, a proclamação menciona explicitamente o combate à “influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério”, interpretado como parte da estratégia americana de contenção comercial e geopolítica, especialmente em relação à China.

Preocupações com Soberania e a Não Participação do México

A formação da “Escudo das Américas” ocorre em um contexto de tensões. Na semana anterior ao anúncio, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, havia ameaçado “agir sozinho” em países latino-americanos se necessário para combater cartéis, o que gerou preocupações sobre a violação da soberania nacional.

O México, um dos principais focos da rota de drogas, não faz parte da nova coalizão. Donald Trump comentou a ausência mexicana, afirmando que “tudo entra pelo México” e que o país estaria sendo “controlado” pelos cartéis. Ele expressou desejo de auxiliar o México no combate, mas a presidente mexicana, Cláudia Sheinbaum, tem defendido uma abordagem de “coordenação e sem subordinação, como iguais”, rejeitando operações militares estrangeiras em seu território.

Influência Estrangeira e Posicionamento sobre Venezuela e Cuba

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, foi nomeada para coordenar a interlocução com os países parceiros. Segundo ela, com as fronteiras dos EUA já seguras, o foco agora seria a segurança dos “vizinhos” contra cartéis e influências “estrangeiras nocivas”. Noem afirmou que os EUA buscarão reverter essas influências que se infiltraram em “negócios, tecnologias e no nosso modo de vida”.

Em relação a outros países da região, Trump elogiou o governo da Venezuela por trabalhar em conjunto com os EUA e reiterou ameaças à Cuba, declarando que a ilha “está no fim da linha” e que uma “transformação histórica” em breve chegaria ao país caribenho.

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