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Funcionário eleitoral do Peru é detido após falhas logísticas em votação presidencial

BeeNews 14/04/2026 | 07:39 | Brasília
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Um funcionário de alto escalão do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (Onpe) foi detido nesta segunda-feira (13), em meio a uma investigação sobre as graves falhas logísticas que marcaram o primeiro turno da eleição presidencial. As irregularidades, que impediram milhares de cidadãos de exercerem seu direito ao voto no domingo (12), forçaram a prorrogação do pleito para o dia seguinte, gerando preocupação sobre a integridade do processo eleitoral no país.

A detenção ocorre em um momento delicado para a eleição peruana, que busca estabilidade em um cenário político frequentemente turbulento. As falhas não apenas causaram atrasos significativos, mas também levantaram questões sobre a capacidade de gestão do órgão responsável pela organização das votações.

Prisão e as acusações contra o gerente eleitoral

O funcionário detido foi identificado como José Samamé Blas, gerente de gestão eleitoral do Onpe. Ele está sob investigação por suspeita de omissão, recusa ou atraso no cumprimento do dever funcional, conforme informações divulgadas pelo jornal El Comércio. A prisão de Samamé Blas sublinha a seriedade com que as autoridades estão tratando as deficiências observadas.

Antes de sua detenção, Samamé Blas havia assumido a responsabilidade pelos atrasos na entrega do material eleitoral e apresentado sua renúncia ao diretor do Onpe, Piero Corvetto. Este gesto, no entanto, não impediu o avanço das investigações e a subsequente ação judicial contra ele, indicando um compromisso em apurar as responsabilidades pelas falhas.

Impacto das irregularidades na votação

As falhas logísticas foram extensas e impactaram diretamente a participação de um número considerável de eleitores. Seções eleitorais e urnas não foram instaladas em 15 locais de votação na capital, Lima, e em outras duas localidades no exterior, no dia do pleito. Essa situação deixou mais de 63 mil eleitores sem a possibilidade de votar no domingo.

Diante da magnitude do problema, o Onpe tomou a decisão de prorrogar a votação até segunda-feira, permitindo que esses cidadãos pudessem finalmente depositar seus votos. A medida emergencial, embora necessária, destacou a fragilidade da organização e a necessidade de revisão dos procedimentos para futuras eleições no Peru.

Investigações ampliadas e outras denúncias

A investigação sobre as falhas eleitorais não se restringe apenas a Samamé Blas. O procurador do Conselho Nacional Eleitoral (JNE), Ronald Angulo, apresentou uma queixa-crime mais abrangente. A denúncia foi direcionada não apenas contra o gerente detido, mas também contra o diretor do Onpe, Piero Corvetto, e Juan Alvarado Pfuyo, representante legal da empresa terceirizada Galaga S.A.C., envolvida no processo eleitoral.

Além deles, outros três funcionários do Onpe também foram denunciados, indicando que a investigação busca identificar responsabilidades em diferentes níveis da cadeia de comando e execução. Este cenário sugere uma análise aprofundada das causas das falhas, que podem envolver desde a gestão interna do Onpe até a atuação de fornecedores externos.

Cenário político e resultados parciais da eleição

Enquanto as investigações prosseguem, a apuração dos votos da eleição presidencial avança. Com pouco mais de 70% dos votos já apurados, os candidatos de direita Keiko Fujimori, com 16,9%, e Rafael López Aliaga, com 13%, despontam como os prováveis concorrentes no segundo turno. A próxima etapa da disputa está agendada para 7 de junho.

A necessidade de garantir um processo eleitoral transparente e eficiente é crucial para a legitimidade dos resultados e para a confiança pública nas instituições democráticas do Peru. As falhas observadas servem como um alerta para a importância de uma gestão rigorosa e responsável em todos os estágios de uma eleição nacional. Para mais informações sobre processos eleitorais e governança, visite o site oficial do Onpe.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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