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Copa do Mundo: enviado de Trump sugere substituição do Irã pela Itália em meio a tensões

BeeNews 23/04/2026 | 00:48 | Brasília
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A arena do futebol internacional foi palco de uma proposta diplomática incomum, com o enviado especial do governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Paolo Zampolli, solicitando à FIFA a substituição da seleção do Irã pela da Itália na próxima Copa do Mundo. A sugestão, revelada nesta quarta-feira pelo jornal britânico Financial Times, adiciona uma camada de complexidade às discussões sobre a participação de seleções no torneio global, que já se prepara para sua edição de 2026.

A articulação diplomática por uma vaga na Copa do Mundo

Paolo Zampolli apresentou sua sugestão diretamente ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, e também a Donald Trump. O argumento central para a inclusão da Itália baseia-se na rica tradição futebolística do país, que ostenta quatro títulos mundiais, sendo uma das nações mais vitoriosas na história da competição. A proposta surge em um momento em que a seleção italiana, conhecida como Azzurra, enfrenta um período desafiador, tendo falhado na classificação para o Mundial pela terceira edição consecutiva, um fato sem precedentes recentes para a equipe.

Além dos méritos esportivos e do histórico glorioso, a iniciativa de Zampolli também teria um componente diplomático estratégico. Segundo fontes ouvidas pelo Financial Times, a medida buscaria auxiliar na recomposição das relações entre Trump e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. Atritos recentes entre os dois governos teriam motivado a busca por gestos que pudessem fortalecer os laços bilaterais, utilizando o palco global do esporte como um facilitador.

Para mais informações sobre a organização do evento, consulte o site oficial da FIFA.

O dilema da Itália e o apelo por reconhecimento

A ausência da Itália na Copa do Mundo é um tema sensível para os torcedores e para a federação de futebol do país. Após conquistar o Campeonato Europeu em 2021, a expectativa era de um retorno triunfal ao cenário mundial. No entanto, a equipe não conseguiu garantir sua vaga no torneio de 2026, após uma derrota decisiva em partida contra a seleção da Bósnia e Herzegovina nas eliminatórias. Este revés marcou a terceira ausência consecutiva da equipe europeia na competição, um fato que Zampolli utilizou para reforçar o apelo por uma vaga, destacando a importância da Azzurra para o espetáculo do futebol.

Em declaração ao FT, Zampolli confirmou sua articulação, expressando um desejo pessoal e um forte vínculo com sua terra natal. “Confirmei que sugeri a Trump e a Infantino que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo. Sou italiano de nascimento e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos Estados Unidos”, afirmou. A próxima edição da Copa do Mundo está programada para ocorrer nos Estados Unidos, México e Canadá, entre os dias 11 de junho e 19 de julho, o que adiciona um contexto especial ao desejo de Zampolli de ver sua seleção em solo americano.

A postura da FIFA e a resposta iraniana

Apesar da proposta inusitada e do clamor por parte de alguns setores, a posição oficial da FIFA tem sido de manter a participação do Irã na Copa do Mundo. No final de março, o presidente Gianni Infantino declarou publicamente que a seleção iraniana disputará normalmente a Copa do Mundo de 2026. Infantino foi enfático ao afirmar que “não há plano B, C ou D” para o caso, indicando claramente que a entidade máxima do futebol não trabalha com a hipótese de substituição do país persa, que se classificou de forma regular para o torneio através das eliminatórias asiáticas.

Do lado iraniano, o regime islâmico reiterou nesta quarta-feira que a seleção do país está “preparada” para a competição e pretende participar normalmente. Embora dúvidas sobre a participação iraniana tenham sido levantadas anteriormente, especialmente em relação a questões políticas e sociais internas, a declaração recente reforça a intenção de cumprir o calendário do Mundial. A FIFA, por sua vez, tem mantido uma postura de não interferência em questões políticas internas dos países membros, focando na organização esportiva do evento.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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