Agentes armados no palco do jantar de correspondentes da Casa Branca após tiros

Jantar dos Correspondentes da Casa Branca é interrompido por tiros em evento com Donald Trump

BeeNews 26/04/2026 | 08:27 | Brasília
4 min de leitura 642 palavras

Um incidente de segurança dramático interrompeu o tradicional Jantar dos Correspondentes da Casa Branca na noite de sábado (25), marcando a primeira participação do presidente Donald Trump no evento em sua segunda gestão. Disparos foram ouvidos nas proximidades do salão principal do Washington Hilton, provocando pânico generalizado entre os mais de dois mil convidados, que incluíam jornalistas, autoridades e personalidades. O episódio forçou a evacuação do presidente e de outras autoridades, reacendendo debates sobre a segurança em eventos de alto perfil e a tensa relação entre a Casa Branca e a imprensa.

A interrupção ocorreu minutos após o presidente Trump se sentar na mesa de honra, em uma edição de 2026 que já era vista com grande expectativa devido ao seu retorno. A cena de agentes do Serviço Secreto correndo para proteger o presidente, a primeira-dama e o vice-presidente JD Vance, enquanto convidados se abrigavam sob as mesas, rapidamente se espalhou pelas redes sociais e pela mídia internacional, evidenciando a gravidade da situação.

O incidente de segurança no Washington Hilton

Os disparos, que jornalistas presentes estimaram em oito a dez, foram ouvidos do lado de fora da área principal do evento, mas dentro do perímetro de segurança do hotel. O suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente de Torrance, Califórnia, conseguiu acesso ao local por ser hóspede do Washington Hilton. Ele foi detido após uma troca de tiros com agentes de segurança.

Autoridades americanas informaram que Allen estava armado com uma espingarda, uma pistola e facas. Imagens do suspeito circulando no prédio foram posteriormente divulgadas pelo presidente Trump em suas redes sociais. A mesa de honra, que antes abrigava as principais autoridades, foi rapidamente esvaziada e ocupada por agentes fortemente armados, conforme mostram as imagens que circularam.

O retorno de Trump e o peso da história

A presença de Donald Trump no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca em 2026 era um dos pontos mais aguardados, especialmente após anos de ausência. Ele havia boicotado todas as edições de seu primeiro mandato e a primeira de seu segundo, em meio a uma relação frequentemente conflituosa com a imprensa tradicional, que ele acusava de desonestidade e parcialidade. A edição deste ano tinha como tema a Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão, adicionando uma camada de simbolismo ao evento.

O incidente trouxe à memória outro episódio de violência ocorrido no mesmo Washington Hilton: a tentativa de assassinato do então presidente Ronald Reagan em março de 1981. Naquela ocasião, Reagan foi baleado ao deixar o hotel após um discurso. A diferença crucial, segundo fontes, é que, enquanto os tiros contra Reagan ocorreram na rua, o ataque de 2026 se deu dentro da área controlada de um evento com a participação do presidente e de outras autoridades governamentais, sublinhando a vulnerabilidade percebida.

Reações e as implicações para o futuro do evento

Após o ataque, o presidente Trump fez um pronunciamento na Casa Branca, confirmando a prisão do suspeito e agradecendo às forças de segurança. Ele destacou que as autoridades estavam em segurança e expressou a esperança de que o jantar pudesse ser remarcado com segurança reforçada. Em declaração posterior, Trump descreveu o suspeito como uma “pessoa doente” e classificou a Presidência como uma “profissão perigosa”, sugerindo que ele próprio acreditava ser o alvo.

A Associação dos Correspondentes da Casa Branca (WHCA) informou aos convidados sobre a segurança das autoridades antes de confirmar a interrupção e o adiamento do jantar. A programação do evento já havia sido alterada este ano, sem a presença de um comediante, uma mudança que visava evitar confrontos diretos e polêmicas, optando pelo mentalista Oz Pearlman como atração. A decisão de Trump de comparecer, mesmo com a tensão latente, gerou debates entre organizações jornalísticas e profissionais da imprensa sobre a importância de defender a liberdade de imprensa. Para mais informações sobre a relação entre política e mídia, leia mais aqui.

Fonte: mediatalks.uol.com.br

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