Joédson Alves )

Joesley Batista atua na articulação de encontro entre Lula e Donald Trump

BeeNews 06/05/2026 | 18:21 | Brasília
2 min de leitura 345 palavras

O empresário brasileiro Joesley Batista, um dos proprietários da gigante do setor de processamento de carne JBS, tem desempenhado um papel ativo nos bastidores da diplomacia internacional. Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, o empresário teria sido fundamental na articulação de um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A aproximação entre os dois líderes vinha sendo cogitada desde janeiro, mas enfrentou obstáculos significativos. Tensões geopolíticas, incluindo a crise envolvendo o Irã e impasses bilaterais, acabaram resultando no adiamento das conversas oficiais entre os governos brasileiro e norte-americano.

Bastidores da diplomacia e movimentação aérea

Fontes com conhecimento direto das negociações indicaram que a participação de Joesley Batista foi decisiva para viabilizar a visita de Lula. A movimentação logística reforça essa tese: dados de rastreamento da plataforma FlightAware apontaram que um jato pertencente à J&F, holding que controla a JBS, tinha planos de voo programados entre o Colorado e Washington.

Histórico de mediação em cenários internacionais

Esta não é a primeira vez que o empresário aparece vinculado a movimentações geopolíticas de alto nível. Em janeiro, Batista buscou intermediar o exílio do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, sugerindo a Turquia como destino. Na sequência, manteve diálogos com Delcy Rodríguez, visando facilitar aproximações comerciais no setor de petróleo e gás entre Washington e Caracas.

Influência e relações com a Casa Branca

O trânsito de Joesley Batista em esferas de poder estrangeiras não é recente. No ano anterior, o empresário teria utilizado sua influência para tentar negociar tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros. Além disso, o histórico de proximidade com a Casa Branca inclui contribuições financeiras destinadas à cerimônia de posse do presidente americano, realizada em janeiro do ano passado.

A JBS foi procurada para comentar a atuação de seu proprietário nas negociações diplomáticas, mas não enviou um posicionamento oficial até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece disponível para eventuais manifestações da empresa.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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