aviões nuclear americano USS Nimitz (Foto: EFE/ Carlos Lemos )

Porta-aviões nuclear USS Nimitz realiza missão conjunta com o Brasil no Rio

BeeNews 12/05/2026 | 17:18 | Brasília
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O porta-aviões nuclear americano USS Nimitz (CVN-68), o mais antigo em operação no mundo, chegou ao Rio de Janeiro para uma missão militar conjunta com o Brasil. A operação, que ocorre entre os dias 11 e 14 de maio, faz parte da iniciativa Southern Seas 2026, que visa fortalecer a cooperação e o intercâmbio técnico entre as marinhas da região. A presença do gigante dos mares na Baía de Guanabara atraiu a atenção, marcando uma das últimas grandes operações do navio antes de sua aposentadoria.

Esta etapa no Brasil segue passagens pelo Equador, Chile e Argentina, reforçando a estratégia de parceria dos Estados Unidos com países sul-americanos. A missão destaca a capacidade de projeção de poder e a importância da interoperabilidade entre as forças navais aliadas.

A Imponência do Porta-Aviões Nuclear USS Nimitz

O USS Nimitz é uma embarcação que impressiona por suas dimensões e capacidades. Com aproximadamente 333 metros de comprimento, seu tamanho equivale a mais de três campos de futebol. Sua altura atinge cerca de 20 metros, o que pode ser comparado a um prédio de sete andares, tornando-o uma estrutura colossal flutuando no oceano.

Uma de suas características mais notáveis é o sistema de propulsão nuclear. Essa tecnologia permite que o porta-aviões opere por longos períodos sem a necessidade de reabastecimento convencional de combustível, conferindo-lhe uma autonomia estratégica incomparável e a capacidade de permanecer em missões distantes por meses a fio.

Objetivos da Operação Southern Seas 2026

A missão Southern Seas 2026 é uma iniciativa da Marinha dos Estados Unidos para promover a segurança marítima e a estabilidade regional. No contexto da operação conjunta com o Brasil, o exercício naval prevê uma série de atividades. Entre elas, destacam-se treinamentos conjuntos, que permitem às tripulações de ambos os países aprimorar suas táticas e procedimentos em um ambiente de colaboração.

Além dos treinamentos, a operação inclui um significativo intercâmbio técnico, onde especialistas compartilham conhecimentos sobre manutenção, operação de sistemas e doutrinas navais. Demonstrações de operações com porta-aviões também estão programadas, oferecendo uma oportunidade valiosa para a Marinha brasileira observar e interagir com as complexidades de operar uma plataforma aérea de grande escala. O USS Nimitz está acompanhado pelo destróier USS Gridley (DDG-101), que complementa suas capacidades defensivas e ofensivas.

O Legado de Meio Século do Gigante dos Mares

Com mais de 50 anos de serviço ativo, o USS Nimitz é um ícone da engenharia naval e da capacidade militar americana. Lançado em 1972 e comissionado em 1975, ele foi o primeiro porta-aviões da sua classe, que se tornaria a espinha dorsal da frota de porta-aviões da Marinha dos EUA por décadas. Ao longo de sua história, participou de inúmeras operações e conflitos em diversas partes do mundo, desempenhando um papel crucial na projeção de poder e na diplomacia naval.

Esta missão no Brasil é uma das últimas do USS Nimitz, que se aproxima do fim de sua vida útil. Sua desativação marca o encerramento de uma era para a Marinha dos EUA, abrindo caminho para novas gerações de porta-aviões com tecnologias ainda mais avançadas. A visita ao Rio de Janeiro, portanto, não é apenas um exercício militar, mas também um momento de reconhecimento do legado de um dos navios de guerra mais emblemáticos da história moderna.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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