O governo da Argentina, sob a gestão do presidente Javier Milei, intensificou o monitoramento de embarcações pesqueiras da China que operam nas proximidades da zona econômica exclusiva do país, no Atlântico Sul. A medida responde a crescentes preocupações sobre a possibilidade de que a frota, além da atividade extrativista, esteja sendo utilizada para a coleta de informações estratégicas e inteligência.
Monitoramento marítimo e a expansão da frota estrangeira
Dados apontam que aproximadamente 200 navios chineses permanecem por meses na região anualmente. Esse contingente registrou um crescimento de quase 50% na última década, forçando Buenos Aires a reforçar sua capacidade de patrulha e vigilância sobre os recursos marítimos nacionais.
Suspeitas de inteligência e equipamentos não convencionais
Autoridades argentinas, incluindo membros da pasta da Defesa, manifestaram receios de que a infraestrutura a bordo de algumas embarcações não seja compatível com a pesca comercial. A suspeita é de que navios estejam equipados com antenas destinadas à interceptação de comunicações ou ao mapeamento de dados sensíveis.
Segundo reportagem da agência Reuters, há indícios de que movimentos de navios chineses possam estar relacionados ao levantamento de recursos submarinos na plataforma continental argentina. Tal prática violaria as normas internacionais que garantem ao país a exploração exclusiva de sua própria plataforma.
Posicionamento diplomático e cooperação regional
O regime chinês refutou categoricamente as alegações, classificando as suspeitas como especulações sem fundamento factual. Pequim sustenta que atua como uma nação pesqueira responsável e que cumpre rigorosamente as leis internacionais que regulam a pesca em águas distantes.
Em contrapartida, os Estados Unidos têm colaborado com a Argentina para fortalecer a segurança regional. O governo norte-americano aprovou a venda de aeronaves P-3C Orion, especializadas em patrulha marítima, para auxiliar no combate à pesca ilegal e no monitoramento de atividades de uso duplo em alto-mar.
Fonte: gazetadopovo.com.br
