americano à China. (Foto: Maxim Shemetov/EFE/EPA/Pool )

Risco de invasão chinesa a Taiwan aumenta, alertam assessores de Trump

BeeNews 17/05/2026 | 17:02 | Brasília
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Assessores do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressaram crescente preocupação com a possibilidade de uma invasão da China a Taiwan. Segundo informações obtidas pelo portal Axios e divulgadas pela agência EFE, o risco de tal ação militar nos próximos cinco anos teria se intensificado após os recentes encontros entre Trump e o ditador chinês Xi Jinping em Pequim.

A avaliação dos assessores aponta para uma mudança na postura de Pequim, com Xi Jinping buscando posicionar a China não mais como uma potência emergente, mas como um ator global de igualdade com os Estados Unidos. Nesse contexto, a reivindicação de Taiwan como parte integrante do território chinês ganha um novo e mais assertivo tom.

A Nova Postura Chinesa e o Alerta de Assessores

A percepção entre os assessores de Donald Trump é que a China, sob a liderança de Xi Jinping, está adotando uma postura mais assertiva em relação à sua soberania e influência global. Durante as reuniões com Trump, Xi teria sinalizado que a China se vê agora como um par dos Estados Unidos, com implicações diretas para a questão de Taiwan.

Essa mudança de paradigma, onde a China declara abertamente que “Taiwan nos pertence”, é vista como um fator crucial para o aumento do risco de uma invasão. A análise sugere que a janela de cinco anos para uma possível ação militar se tornou mais provável, refletindo a crescente confiança e determinação de Pequim em relação à ilha.

A Cautela de Donald Trump Diante de um Conflito

Em uma entrevista concedida ao canal Fox News após sua visita à China, Donald Trump abordou a delicada questão de Taiwan com uma notável cautela. O ex-presidente fez questão de esclarecer que não estava incentivando a independência de Taiwan, ponderando sobre as complexidades e os custos de um envolvimento militar dos EUA.

Trump expressou sua relutância em mobilizar tropas norte-americanas para defender Taiwan, citando a grande distância de 9,5 mil milhas (aproximadamente 15 mil quilômetros) como um fator desfavorável para um conflito. Ele também manifestou a crença de que Xi Jinping só consideraria uma invasão após sua saída da Casa Branca, afirmando: “Agora, comigo, não acho que farão nada enquanto eu estiver aqui. Quando eu não estiver, acho que poderiam, para ser honesto”.

A Complexa Política Externa dos EUA em Relação a Taiwan

A política dos Estados Unidos em relação a Taiwan é caracterizada por uma complexa diplomacia que busca equilibrar interesses e evitar escaladas. Oficialmente, os EUA mantêm relações diplomáticas apenas com o governo de Pequim, aderindo à política de “Uma China”. Contudo, essa postura não se traduz em um apoio aberto à reivindicação chinesa de que Taiwan é uma “província rebelde”, nem às aspirações de independência da ilha.

Apesar da ausência de reconhecimento diplomático formal, os Estados Unidos desempenham um papel crucial na segurança de Taiwan, fornecendo armamentos para sua defesa. O secretário de Estado, Marco Rubio, reiterou que a política norte-americana sobre a questão de Taiwan permaneceu inalterada mesmo após os encontros de alto nível entre Trump e Xi, sublinhando a continuidade da abordagem estratégica dos EUA.

O Contexto Histórico da Disputa por Taiwan

A questão de Taiwan tem raízes profundas na história chinesa do século XX. Em 1949, após a vitória dos comunistas na guerra civil chinesa, os nacionalistas derrotados se refugiaram na ilha de Taiwan, onde estabeleceram um governo autônomo. Desde então, Pequim considera Taiwan uma província separatista que deve ser reunificada ao continente, pela força, se necessário.

Essa divisão histórica criou uma das mais persistentes e voláteis disputas geopolíticas do mundo. A ilha, com seu governo democraticamente eleito, resiste às pressões de Pequim, buscando manter sua autonomia e identidade. A tensão entre os dois lados do Estreito de Taiwan continua a ser um ponto focal de preocupação internacional, com implicações significativas para a estabilidade regional e global.

Para mais informações sobre a política externa dos EUA, visite o site do Departamento de Estado dos EUA.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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