Canel: regime sobre pressão máxima dos EUA com sanções e ameaças de intervenção (Foto: Ernesto Mastrascusa/EFE

Washington amplia sanções contra cúpula cubana em escalada de pressão

BeeNews 18/05/2026 | 19:14 | Brasília
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Os Estados Unidos intensificaram sua política de pressão sobre Cuba com uma nova rodada de sanções direcionadas a figuras proeminentes do regime. A medida, anunciada pelo Departamento do Tesouro, atinge ministros, generais e o presidente da Assembleia Nacional, marcando um novo capítulo na já tensa relação entre Washington e Havana.

Esta ofensiva ocorre em um momento de crescente atrito diplomático e econômico, com os EUA classificando Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à sua segurança nacional. As sanções buscam isolar financeiramente os indivíduos e entidades ligadas ao governo cubano, em uma estratégia de coerção que visa forçar mudanças na ilha caribenha.

Alvos da Medida: Ministros e Lideranças Cubanas

A lista de indivíduos sancionados inclui membros chave do governo e do Partido Comunista de Cuba. Entre eles estão Mayra Arevich, ministra das Comunicações e ex-presidente da empresa estatal de telecomunicações ETECSA, Vicente de la O Levy, ministro da Energia, e Rosabel Gamon Verde, ministra da Justiça.

Além dos ministros, foram também incluídos Esteban Lazo, presidente da Assembleia Nacional, e Roberto Morales Ojeda, secretário de organização do comitê central do Partido Comunista. A Direção Nacional de Inteligência, o Ministério do Interior e a Polícia Nacional Revolucionária também foram designados, juntando-se a outras entidades estatais cubanas já sob sanções.

Implicações das Sanções Financeiras e Comerciais

As sanções impostas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA acarretam o congelamento de todos os bens e propriedades sob jurisdição americana que pertençam aos indivíduos ou entidades designados. Além disso, elas proíbem quaisquer transações comerciais ou financeiras com essas pessoas e instituições, visando restringir seu acesso ao sistema financeiro internacional.

Essa abordagem visa dificultar a movimentação de recursos e a realização de negócios por parte dos alvos, exercendo uma pressão econômica direta sobre a liderança cubana. O objetivo é limitar a capacidade do regime de operar e de sustentar suas estruturas, em um esforço para promover uma mudança política na ilha.

Escalada de Tensão e Acusações Históricas

A nova rodada de sanções precede a apresentação de acusações formais contra o ex-ditador cubano Raúl Castro pelo Departamento de Justiça dos EUA, esperada para os próximos dias em um tribunal da Flórida. As acusações estão relacionadas ao abate, em 1996, de aeronaves pertencentes a uma organização de exilados cubanos, evento ocorrido quando Castro era ministro da Defesa.

Este contexto de acusações históricas e sanções recentes é agravado por declarações de ambos os lados. O atual ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, advertiu que um eventual conflito direto com os americanos poderia resultar em um “banho de sangue” na ilha, sublinhando a gravidade da situação e a retórica inflamada que permeia as relações bilaterais. A tensão é ainda mais palpável com o embargo energético imposto pelos EUA a Cuba, que tem gerado desafios significativos para a economia cubana.

A Classificação de Cuba como “Ameaça Extraordinária”

A base para esta rodada de sanções é uma ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA no início do mês, que classifica Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional americana. Essa designação é um instrumento legal que permite ao governo dos EUA implementar uma série de medidas restritivas, incluindo sanções econômicas e financeiras, contra países ou entidades que considera perigosos.

A utilização dessa classificação reflete a visão de Washington de que o regime cubano representa um risco contínuo aos interesses de segurança dos EUA, justificando a imposição de medidas de pressão máxima. Para mais informações sobre as sanções do Departamento do Tesouro, pode-se consultar o site oficial do OFAC.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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