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Apoio a Cuba: China e Rússia criticam indiciamento de Raúl Castro pelos Estados Unidos

BeeNews 21/05/2026 | 11:37 | Brasília
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Em um movimento coordenado de solidariedade, as nações da China e da Rússia manifestaram forte condenação ao indiciamento do ex-líder cubano Raúl Castro nos Estados Unidos. A acusação, formalizada na última quarta-feira, dia 20 de maio, envolve graves alegações de homicídio, conspiração para assassinar cidadãos americanos e destruição de aeronaves, relacionadas a um incidente ocorrido em 1996. Este desenvolvimento judicial provocou uma resposta imediata de Pequim e Moscou, que reforçaram seu apoio inabalável ao regime cubano, criticando o que consideram uma escalada de pressão por parte de Washington.

A ação judicial contra Castro, que deixou o poder em 2019, é vista pelos aliados de Cuba como parte de uma campanha mais ampla dos EUA. Essa campanha teria se intensificado após eventos recentes na região, incluindo a prisão do então ditador venezuelano Nicolás Maduro, e é acompanhada por novas ameaças e um embargo às exportações de petróleo para a ilha, exacerbando as crises energética e humanitária no país caribenho.

A Condenação Chinesa e a Crítica às “Armadilhas Judiciais”

Pequim reagiu prontamente às acusações contra Raúl Castro. Na quinta-feira, dia 21 de maio, a China instou Washington a cessar o uso de “armadilhas judiciais” contra Cuba. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, em coletiva de imprensa, criticou abertamente o que descreveu como sanções unilaterais e processos judiciais “abusivos” exercidos pela Casa Branca.

Guo Jiakun enfatizou a oposição da China a sanções que não possuam “fundamento no direito internacional” e ao “abuso” de instrumentos judiciais. Ele também condenou a interferência de “forças externas que usam qualquer pretexto para pressionar Cuba”. O porta-voz chinês foi categórico ao afirmar que “os EUA devem parar de usar a arma das sanções e a arma judicial e parar de recorrer a ameaças de uso da força”, reiterando o “firme” apoio chinês à defesa da soberania e dignidade nacional de Cuba.

O Posicionamento Russo e o Apoio Fraterno a Cuba

Em sintonia com a China, o regime russo também se manifestou em defesa de seu aliado caribenho na mesma quinta-feira, dia 21 de maio. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou a jornalistas o compromisso de Moscou em continuar prestando “o apoio mais ativo ao povo irmão cubano durante este período extremamente difícil”.

A postura russa sublinha a coordenação entre as duas potências no cenário geopolítico, especialmente em questões que envolvem a soberania de nações aliadas e a crítica a políticas externas que consideram intervencionistas. O apoio conjunto reflete uma frente unida contra as pressões exercidas pelos Estados Unidos sobre Cuba, reforçando os laços históricos e estratégicos entre essas nações.

O Contexto da Pressão Americana sobre Cuba

O indiciamento de Raúl Castro, aos 94 anos de idade, insere-se em um cenário de crescente tensão entre os Estados Unidos e Cuba. A administração americana tem intensificado sua campanha de pressão sobre a ilha, buscando isolar o regime e promover mudanças políticas. Essa estratégia inclui não apenas ações judiciais, mas também medidas econômicas rigorosas, como o embargo de petróleo, que impactam diretamente a população cubana.

A retórica em torno da situação cubana tem sido acalorada. Anteriormente, o então presidente americano Donald Trump havia negado uma escalada de ações contra Cuba, afirmando que a ilha “está caindo aos pedaços”. No entanto, as acusações contra Castro abriram discussões sobre possíveis “brechas” para operações dos EUA em Cuba, e a movimentação de um porta-aviões nuclear americano para o Caribe foi noticiada, indicando uma postura de maior assertividade na região. Acompanhe mais sobre as relações internacionais na América Latina.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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