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Trump defende fundo de US$ 1,8 bilhão e alega sacrifício financeiro para auxiliar vítimas

BeeNews 22/05/2026 | 14:46 | Brasília
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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta sexta-feira (22) a criação do Fundo Anti-Instrumentalização, uma iniciativa anunciada pelo Departamento de Justiça (DOJ) no início da semana. Avaliado em quase US$ 1,8 bilhão, o fundo, custeado com dinheiro público, visa atender a reivindicações e oferecer reparações financeiras a cidadãos que se consideram vítimas de instrumentalização de dados pessoais e de lawfare – termo que descreve o uso estratégico do direito para fins políticos ou militares – praticadas pelo governo americano.

Em uma declaração na rede social Truth Social, Trump afirmou ter feito um significativo sacrifício pessoal para que o fundo fosse estabelecido. Ele alegou que poderia ter chegado a um acordo financeiro substancial em seus próprios casos, incluindo a divulgação de sua declaração de imposto de renda e a busca em Mar-a-Lago, mas optou por ajudar outros. O ex-mandatário expressou o desejo de que aqueles que foram “brutalmente agredidos” por uma administração Biden que ele descreveu como “maligna, corrupta e instrumentalizada” finalmente recebam justiça.

Trump e o sacrifício pessoal em prol do fundo

Donald Trump detalhou em sua publicação que abriu mão de uma considerável quantia de dinheiro para permitir a criação do Fundo Anti-Instrumentalização. Ele mencionou a possibilidade de ter negociado um acordo lucrativo em relação a processos que o envolviam, como a divulgação de suas declarações de imposto de renda e a busca em sua residência em Mar-a-Lago. Segundo o ex-presidente, essas ações foram ilegais e poderiam ter rendido uma fortuna em indenizações.

A decisão de Trump, conforme suas palavras, foi motivada pelo desejo de auxiliar outros cidadãos que, em sua visão, foram injustiçados pelo atual governo. Ele enfatizou a importância de proporcionar “JUSTIÇA!” àqueles que teriam sido alvo de uma administração que ele acusa de ser corrupta e de utilizar o sistema judicial para fins políticos, uma prática que se alinha à definição de lawfare.

Detalhes do acordo e as desculpas formais do DOJ

O Departamento de Justiça esclareceu em comunicado que a criação do Fundo Anti-Instrumentalização é parte de um acordo mais amplo. Este pacto foi firmado entre Trump, seus filhos Donald Trump Jr. e Eric Trump, e a Organização Trump, com o objetivo de encerrar processos movidos contra o Departamento do Tesouro e a Receita Federal (IRS) no Tribunal Federal do Distrito Sul da Flórida. Os processos surgiram após o vazamento de suas declarações de imposto de renda.

Além disso, o acordo incluiu a retirada de duas reivindicações administrativas apresentadas contra o governo federal. Entre elas, estava uma demanda por danos resultantes da busca em Mar-a-Lago e do que Trump chamou de “farsa da conspiração russa”, referindo-se às investigações sobre supostos documentos confidenciais levados para sua residência e as alegações de ligação de sua campanha presidencial com a Rússia. Como parte do acordo, Trump, seus filhos e a Organização Trump receberão um pedido formal de desculpas, mas sem qualquer pagamento monetário ou indenização.

Controvérsias e reações: de acusações de manobra a ações judiciais

A criação do Fundo Anti-Instrumentalização não foi recebida sem críticas. A oposição democrata rapidamente levantou preocupações, alegando que a iniciativa poderia ser uma manobra política destinada a beneficiar financeiramente aliados de Donald Trump. Essa suspeita ganhou força após declarações do procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, durante uma audiência no Congresso na terça-feira (19).

Blanche admitiu que o fundo poderia, de fato, ser utilizado para indenizar indivíduos condenados pela invasão ao Capitólio, ocorrida em 6 de janeiro de 2021. Essa possibilidade gerou indignação e levou dois policiais, que foram agredidos durante o ataque promovido por apoiadores de Trump, a ingressarem com uma ação judicial na quarta-feira (20) contra o fundo. Eles argumentam que a iniciativa será usada para “financiar os insurgentes e grupos paramilitares que cometem violência em nome” do ex-presidente, aprofundando a polarização em torno da medida.

Para mais informações sobre o Departamento de Justiça dos EUA, visite o site oficial do DOJ.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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