A capital da Ucrânia, Kiev, foi alvo de um intenso bombardeio na madrugada de domingo (24), com a Rússia confirmando o uso de mísseis avançados, incluindo o hipersônico Oreshnik. A ofensiva, descrita como uma resposta a ataques ucranianos, resultou em vítimas e danos significativos, marcando mais um capítulo na escalada do conflito em curso.
As autoridades ucranianas relataram que a série de ataques atingiu diversas instalações, enquanto Moscou afirmou que os alvos eram de natureza militar. Este incidente sublinha a persistência e a intensidade das hostilidades, com o uso de armamentos de alta tecnologia como o míssil Oreshnik evidenciando a gravidade da situação.
Ataque russo a Kiev: o uso do míssil hipersônico Oreshnik
Na madrugada do domingo (24), a Rússia lançou uma série de mísseis contra a capital ucraniana, Kiev. Entre os armamentos utilizados, Moscou confirmou a presença do míssil hipersônico Oreshnik, considerado um dos mais avançados em seu arsenal. A agência EFE informou que a ofensiva teve como foco alvos militares na Ucrânia.
O Ministério da Defesa da Rússia, em seu boletim militar, detalhou que o ataque foi uma “resposta aos ataques terroristas da Ucrânia contra alvos civis na Rússia”. A operação envolveu o lançamento de 600 drones de ataque e 90 mísseis, disparados de plataformas marítimas, aéreas e terrestres, demonstrando a amplitude e a coordenação da ação.
A justificativa de Moscou para a ofensiva
A retaliação russa foi explicitamente ligada a um ataque anterior de Kiev contra uma residência estudantil em Lugansk. Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, afirmou por meio do Telegram que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e sua equipe “provocaram uma dura resposta da Rússia com seus ataques terroristas contra crianças”.
Segundo o Ministério da Defesa russo, os alvos atingidos incluíam “instalações de comando militar, bases aéreas e empresas da indústria de defesa na Ucrânia”, e todos os objetivos do ataque foram alcançados. Esta declaração reforça a narrativa de Moscou de que suas ações são direcionadas a infraestruturas militares e estratégicas.
Impacto e resposta ucraniana
As autoridades locais na Ucrânia reportaram um saldo preliminar de pelo menos quatro pessoas mortas e 56 feridas em decorrência dos bombardeios. Estes números, divulgados pelo G1, indicam o impacto humano direto dos ataques em áreas urbanas.
Yuri Ignat, porta-voz da Força Aérea ucraniana, confirmou a presença do míssil Oreshnik entre os 690 sistemas de ataque, majoritariamente drones, empregados pela Rússia. A capacidade de defesa aérea ucraniana continua a ser testada frente à diversidade e volume dos armamentos utilizados pela Rússia. Para mais informações sobre o conflito, consulte fontes de notícias internacionais.
O contexto da escalada no conflito
O uso de mísseis hipersônicos como o Oreshnik representa uma significativa capacidade militar, dada a sua velocidade e manobrabilidade, que dificultam a interceptação. A intensificação dos ataques e a retaliação mútua entre Rússia e Ucrânia sinalizam uma fase de escalada no conflito, com implicações para a segurança regional e global.
A troca de acusações sobre ataques a alvos civis e a justificativa para as ofensivas sublinham a complexidade e a profundidade das tensões. A comunidade internacional permanece atenta aos desdobramentos, enquanto os esforços para uma resolução pacífica continuam a enfrentar desafios diante da persistência das hostilidades.
Fonte: gazetadopovo.com.br
