A Petrobras confirmou nesta quarta-feira (10) a assinatura de um acordo estratégico para adquirir 50% do bloco exploratório de Itaimbezinho. Localizada no cobiçado Polígono do Pré-Sal, na Bacia de Campos, a área está situada a aproximadamente 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro e representa um movimento importante para a estatal brasileira na busca por novas reservas.
A transação foi realizada junto à Equinor Brasil Energia, subsidiária da multinacional norueguesa. Embora os detalhes financeiros do negócio não tenham sido divulgados pelas companhias, a operação marca um passo relevante na gestão de portfólio de ambas as empresas. Por se tratar de um bloco ainda em fase de exploração, a área de Itaimbezinho não possui, atualmente, atividades de extração de petróleo em curso.
Estratégia de expansão e parcerias no pré-sal
A aquisição está alinhada ao planejamento de longo prazo da Petrobras, que busca recompor suas reservas por meio da exploração de novas fronteiras e do fortalecimento de parcerias estratégicas. A estatal reforçou que a operação sublinha a importância da atividade exploratória no território nacional para a sustentabilidade do setor energético.
A colaboração entre as duas gigantes do setor não é inédita. A Petrobras e a Equinor já mantêm uma relação de trabalho conjunta em projetos de grande escala, como o projeto Raia, que se destaca como a maior iniciativa de gás natural a iniciar produção na atual década, além da licença exploratória de Jaspe, onde a estatal brasileira detém uma participação majoritária de 60%.
Histórico do leilão e trâmites regulatórios
O bloco de Itaimbezinho foi originalmente arrematado pela Equinor em outubro de 2025, durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP). O certame, organizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), utiliza como critério de vitória o maior percentual de excedente em óleo oferecido à União. Na ocasião, a empresa norueguesa garantiu o ativo com uma oferta de 6,95%.
Para que a transferência de participação seja efetivada, o negócio depende agora da aprovação de órgãos reguladores. O processo deve passar pelo crivo da ANP e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A análise do Cade é fundamental para assegurar que a operação respeite as normas de livre concorrência e evite eventuais concentrações de mercado.
Importância do Polígono do Pré-Sal para o país
O Polígono do Pré-Sal permanece como o motor central da indústria petrolífera brasileira. Localizados sob uma espessa camada de sal que atinge até 7 mil metros de profundidade, esses campos são responsáveis por uma fatia expressiva da produção nacional. Dados da ANP referentes a abril de 2026 indicam que o pré-sal respondeu por cerca de 82% do total produzido no país.
A produção total atingiu a marca de 4,614 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe). A utilização da medida boe permite a padronização do volume de gás natural e petróleo, convertendo o gás para o valor energético equivalente a um barril de petróleo bruto, facilitando a análise consolidada da produção nacional.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
