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Candidato de esquerda contesta votos no exterior após virada de Keiko Fujimori no Peru

BeeNews 11/06/2026 | 20:51 | Brasília
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O cenário político peruano atravessa um momento de extrema tensão após a recente reviravolta na apuração do segundo turno presidencial. O candidato de esquerda Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Perú, formalizou nesta quinta-feira (11) um pedido de anulação de votos registrados no exterior, movimento que ocorre logo após ser superado pela candidata de direita Keiko Fujimori na contagem oficial.

Disputa acirrada e números da apuração

Segundo dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), a apuração atingiu a marca de 98% das atas contabilizadas. O cenário atual aponta Keiko Fujimori com 50,002% dos votos, enquanto Roberto Sánchez soma 49,998%. A diferença entre os dois postulantes ao cargo é inferior a mil votos, configurando um dos pleitos mais equilibrados da história recente do país.

O desempenho da candidata de direita no exterior foi determinante para a virada. Nos dados consolidados, Fujimori alcançou 63,4% da preferência dos eleitores residentes fora do território peruano, consolidando sua vantagem na reta final do processo de contagem.

Alegações de irregularidades e pedidos de nulidade

A ofensiva jurídica do Juntos por el Perú foca em centenas de colégios eleitorais localizados no exterior, com destaque para 647 unidades instaladas nos Estados Unidos. O partido sustenta que houve intervenção indevida de funcionários da chancelaria peruana e alega que eleitores foram orientados a votar em Fujimori.

Além das contestações internacionais, a legenda de esquerda solicitou a anulação de mais de 1.700 atas de votação dentro do próprio Peru. O recurso apresentado ao Jurado Nacional de Eleições (JNE) argumenta que foram identificados padrões estatísticos considerados impossíveis, sugerindo uma suposta adulteração documental que teria impactado o resultado das urnas.

Reação da direita e incerteza institucional

A campanha de Keiko Fujimori, representada pelo partido Fuerza Popular, refutou categoricamente as acusações. Luis Dyer, chefe de fiscais da sigla, afirmou que os pedidos de nulidade carecem de fundamento legal, ressaltando que as atas questionadas possuem assinaturas de representantes do próprio partido de Sánchez. A equipe jurídica da direita declarou estar preparada para contestar os recursos.

Enquanto o impasse persiste, a definição do novo presidente do Peru permanece em aberto. O Jurado Nacional de Eleições segue analisando as atas sob disputa, e a oficialização do vencedor depende diretamente do desfecho dessas revisões legais. Para mais detalhes sobre o sistema eleitoral, consulte o portal oficial da Onpe.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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