Militares israelenses realizaram um ataque aéreo nos subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahye e reduto do grupo terrorista Hezbollah, neste domingo (7). Este incidente marca o primeiro bombardeio à capital libanesa desde que um acordo de cessar-fogo foi estabelecido entre Israel e Líbano, com a intermediação dos Estados Unidos, na quarta-feira (3). A ação reacende as preocupações com a estabilidade regional e a eficácia dos esforços diplomáticos para conter a escalada de violência.
O ataque ocorre em um momento de alta sensibilidade, apenas dias após as partes terem concordado em renovar uma trégua. A justificativa de Israel para a operação sublinha a persistência das hostilidades, apesar dos recentes avanços nas negociações.
Ataque aéreo em Beirute e a resposta israelense
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram o ataque, informando que a operação foi direcionada a centros de comando do Hezbollah. Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro Netanyahu detalhou que as FDI “atacaram o quartel-general terrorista no bairro de Dahye, em Beirute, em resposta aos disparos do Hezbollah contra o território israelense”. Esta declaração, segundo a agência EFE, alinha-se com a diretriz do primeiro-ministro e do ministro da Defesa Katz.
As autoridades israelenses justificam o bombardeio como uma resposta direta aos contínuos ataques do Hezbollah, tanto no sul libanês invadido quanto nos lançamentos de foguetes contra o norte de Israel. A ação militar destaca a política de retaliação de Israel diante das ameaças percebidas de grupos militantes na região.
Detalhes da operação e relatos de feridos
O ataque contra os subúrbios do sul de Beirute teve como alvo dois apartamentos localizados em dois edifícios na área de Hawta al Ghadir. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) detalhou que os bombardeios foram realizados na direção de Mreijeh, próximo à estação Hashem.
A NNA também informou que “há relatos de feridos” em decorrência dos ataques. A extensão total dos danos e o número exato de vítimas ainda não foram completamente divulgados, mas a presença de feridos ressalta o impacto direto das operações militares na população civil.
O frágil acordo de cessar-fogo e sua rápida ruptura
O acordo de cessar-fogo, que estava em vigor entre Israel e Líbano desde abril, foi renovado na quarta-feira (3) após negociações mediadas pelos Estados Unidos em Washington. As discussões sinalizavam um avanço na criação de “zonas piloto” de segurança no sul do território libanês, sem a presença do grupo terrorista Hezbollah, que é aliado do Irã.
No entanto, a fragilidade do pacto tornou-se evidente no dia seguinte. O Hezbollah rejeitou o acordo, e o grupo terrorista e as forças israelenses continuaram a trocar ataques no sul e no leste do Líbano durante a quinta-feira (4). A condição fundamental para o funcionamento do cessar-fogo era que o Hezbollah encerrasse tanto seus ataques quanto suas operações no sul do território libanês, uma condição que não foi cumprida, levando à retomada das hostilidades e ao bombardeio em Beirute.
Para mais informações sobre o conflito na região, consulte fontes confiáveis como a BBC News Brasil.
Fonte: gazetadopovo.com.br
