O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, tornou-se o centro de uma nova controvérsia internacional após publicar a saudação nazista “Heil, Hitler” em sua conta oficial na rede social X. A manifestação ocorreu neste domingo (7), em um tom de ironia direcionado a um artigo de opinião que analisava o cenário eleitoral do país.
Contexto da declaração e o embate eleitoral
A publicação de Petro foi uma resposta direta a um texto escrito por Felipe Zuleta Lleras, colunista do jornal El Espectador. No artigo, o jornalista tecia críticas ao candidato apoiado pelo presidente, Iván Cepeda, enquanto manifestava apoio à candidatura de Abelardo de la Espriella, representante da direita nacionalista.
O colunista argumentou que, diante do modelo estatista defendido por Cepeda, a candidatura de Espriella representaria a defesa da liberdade individual, do direito à propriedade privada e da manutenção das instituições tradicionais. O embate eleitoral entre os dois candidatos está marcado para o próximo dia 21, após Espriella ter conquistado a maior votação no primeiro turno, realizado em 31 de maio.
Reação diplomática e críticas de Israel
A utilização do slogan nazista pelo mandatário colombiano provocou uma reação imediata de autoridades de Israel. Vale lembrar que as relações diplomáticas entre a Colômbia e o Estado israelense foram rompidas por Petro em decorrência do conflito na Faixa de Gaza.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, utilizou a mesma plataforma para condenar a atitude do presidente. Em sua declaração, Danon afirmou que o uso de slogans associados ao nazismo ultrapassa limites aceitáveis e classificou o episódio como um “extremo vergonhoso”. O diplomata exigiu um pedido de desculpas formal por parte de Petro antes da sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, prevista para esta quarta-feira (10).
Tensões políticas e interferência externa
O cenário político colombiano tem sido marcado por trocas de acusações intensas. Recentemente, Gustavo Petro classificou o apoio declarado de Donald Trump a Abelardo de la Espriella como uma interferência indevida nos assuntos internos da nação. O presidente reforçou seu discurso afirmando que a Colômbia não deve se submeter a influências externas, mantendo sua postura crítica em relação aos opositores.
Para mais informações sobre o cenário político internacional, acompanhe as atualizações em fontes como a Gazeta do Povo, que tem acompanhado os desdobramentos desta crise diplomática e eleitoral.
Fonte: gazetadopovo.com.br
