O regime da Coreia do Norte anunciou nesta quarta-feira que sua capacidade de produção de material nuclear para armas “mais que dobrou” nos últimos cinco anos. A declaração foi feita pelo ditador Kim Jong-un durante uma visita a uma instalação nuclear recém-inaugurada, conforme reportado pela agência estatal norte-coreana KCNA. Este avanço representa um passo significativo na estratégia de Pyongyang para fortalecer suas forças atômicas.
Na ocasião, Kim Jong-un defendeu uma expansão “exponencial” do arsenal nuclear do país, enfatizando que a prioridade máxima de Pyongyang é reforçar suas capacidades nucleares em ritmo acelerado. A localização exata da nova instalação visitada pelo líder norte-coreano não foi divulgada pela agência estatal.
Pyongyang justifica expansão nuclear com ameaças crescentes
Kim Jong-un justificou a urgência de fortalecer a capacidade de dissuasão nuclear do país citando “ameaças existentes, que se agravam a cada instante, as ameaças potenciais e as crises imprevisíveis de longo prazo”. Segundo o líder, esses fatores demonstram a necessidade imperativa de um arsenal atômico robusto para a segurança nacional.
“Consequentemente, é nosso dever continuar ampliando e fortalecendo as forças nucleares estatais, eixo central da estratégia para dissuadir e combater uma guerra, e exercer plenamente a posição de Estado com armas nucleares”, declarou Kim, conforme a KCNA. Esta retórica sublinha a percepção de Pyongyang de que seu programa nuclear é essencial para a sobrevivência do regime e para a defesa contra potenciais adversários.
Histórico e sanções internacionais marcam programa nuclear norte-coreano
O programa nuclear norte-coreano tem sido uma fonte constante de tensão na Península Coreana e um desafio para a comunidade internacional. De acordo com a agência sul-coreana Yonhap, a Coreia do Norte possui instalações de enriquecimento de urânio em pelo menos três locais conhecidos: Yongbyon, Kangson e Kusong. Essas instalações são cruciais para a produção do material físsil necessário para armas atômicas.
Por anos, o programa nuclear de Pyongyang tem sido alvo de severas sanções internacionais impostas pelo Conselho de Segurança da ONU e por países como os Estados Unidos. Essas medidas visam a restringir o acesso da Coreia do Norte a tecnologias e recursos que poderiam ser utilizados para o desenvolvimento de armas de destruição em massa, embora o país continue a desafiar tais restrições. Para mais informações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte, consulte a Agência Internacional de Energia Atômica.
Busca por status nuclear impulsiona ambições de Kim Jong-un
A recente declaração de Kim Jong-un alinha-se com esforços contínuos de Pyongyang para consolidar sua condição de potência nuclear. Em fevereiro, durante um congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, Kim já havia expressado a “vontade firme e inabalável” do país de “fortalecer e ampliar ainda mais as forças nucleares do Estado”.
Essa persistência em expandir seu arsenal atômico reflete a estratégia de longo prazo da Coreia do Norte de garantir sua segurança e influência regional através da dissuasão nuclear. A intensificação da produção de material nuclear, conforme anunciado, agrava as preocupações globais sobre a proliferação de armas e a estabilidade na Ásia Oriental, mantendo o programa nuclear norte-coreano como um dos principais pontos de tensão geopolítica.
Fonte: gazetadopovo.com.br
