Canel, enfrenta pressão crescente da população em meio a agravamento da crise (Foto: Norlys Perez/EFE )

Crise energética em Cuba provoca novos protestos e regime rejeita ajuda dos EUA

BeeNews 14/05/2026 | 14:36 | Brasília
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Crise energética e instabilidade social em Cuba

O agravamento da crise energética em Cuba desencadeou uma nova onda de protestos contra o regime em diversas localidades da ilha. Manifestantes tomaram as ruas de municípios como San Miguel del Padrón, Diez de Octubre e Plaza de la Revolución, na província de Havana, utilizando o tradicional panelaço e gritos de ordem para expressar insatisfação com a atual gestão.

A revolta popular coincidiu com um apagão de grandes proporções que atingiu 70% do território cubano. Segundo dados da estatal União Elétrica (UNE), a falha ocorreu em um momento de pico de demanda, expondo a fragilidade da infraestrutura nacional e a incapacidade do governo em manter serviços básicos para a população.

Rejeição de ajuda humanitária internacional

Enquanto a população enfrenta escassez, o governo liderado por Miguel Díaz-Canel mantém uma postura de confronto em relação a ofertas de assistência externa. O governo dos Estados Unidos reiterou recentemente a disponibilidade de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, destinada a apoiar os cidadãos cubanos através de organizações independentes e da Igreja Católica.

A administração americana afirma ter realizado diversas ofertas privadas a Havana nos últimos meses, incluindo suporte para serviços de internet via satélite. Contudo, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, classificou as propostas como uma “fábula”, mantendo a recusa oficial do regime em aceitar o auxílio internacional.

Tensões diplomáticas e o bloqueio energético

O ditador Miguel Díaz-Canel atribui a responsabilidade pelo colapso do sistema elétrico ao embargo imposto pelos EUA. Em declarações públicas, o líder cubano afirmou que o “agravamento drástico” dos apagões possui uma causa única: o que ele denomina como um “genocida bloqueio de energia” que impediria a importação de combustível necessário para a operação das usinas.

Em contrapartida, figuras políticas americanas, como o senador Marco Rubio, sustentam que a riqueza da ilha é gerida por uma elite militar. Segundo Rubio, empresas controladas por generais detêm o capital do país, o que explicaria a má gestão dos recursos e a persistência da crise econômica que afeta diretamente a vida dos cubanos. Para mais informações sobre o cenário geopolítico, consulte a Gazeta do Povo.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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