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Cuba enfrenta onda de protestos populares contra apagões e crise econômica

BeeNews 15/05/2026 | 20:41 | Brasília
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Crise energética e instabilidade social em Cuba

A capital cubana, Havana, atravessa um período de intensa instabilidade social, marcando nesta sexta-feira (15) o quarto dia consecutivo de manifestações populares. A população tem ocupado as ruas em diversos bairros, utilizando métodos como o panelaço e o bloqueio de vias para expressar sua insatisfação com a gestão do regime comunista diante de uma crise estrutural sem precedentes.

O estopim para a escalada da tensão foi a precariedade dos serviços básicos. Moradores relataram ao portal Martí Notícias períodos de interrupção no fornecimento de energia que ultrapassaram 40 horas consecutivas. A situação foi agravada pelo anúncio da estatal União Elétrica de Cuba (UNE), que previu novos cortes de luz para o horário de pico, afetando mais da metade do território nacional.

Confrontos diretos e repressão nas ruas

A resposta das autoridades cubanas tem sido marcada pelo aumento da presença policial em pontos estratégicos de Havana. O objetivo do regime é evitar que os atos atuais ganhem a dimensão das mobilizações históricas de julho de 2021, quando milhares de cidadãos desafiaram abertamente o governo.

A dinâmica dos protestos tem se tornado mais agressiva. Na última quinta-feira (14), houve relatos de embates físicos entre manifestantes e agentes de segurança. Segundo informações veiculadas, a população reagiu com pedras após tentativas de dispersão forçada, evidenciando um desgaste na relação entre os civis e as forças de segurança do Estado.

Pressão internacional e o papel dos Estados Unidos

O cenário interno é acompanhado de perto pela comunidade internacional, especialmente pelos Estados Unidos. A administração do presidente Donald Trump tem intensificado as restrições ao fornecimento de combustível para a ilha, medida que, desde janeiro, contribui para o agravamento da escassez energética e pressiona a economia local.

No campo diplomático e jurídico, a pressão sobre o governo de Miguel Díaz-Canel ganha novos contornos. O diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma visita a Cuba na quinta-feira para condicionar futuras negociações econômicas a mudanças fundamentais na estrutura política do país. Paralelamente, relatos da CBS News indicam que o governo americano prepara um processo criminal contra Raúl Castro, ex-ditador e figura influente no regime, relacionado a um incidente aéreo ocorrido em 1996.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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