cautela dos investidores. Notícias relacionadas: Governo quer converter receitas

Dólar recua para menos de R$ 5, mas bolsa brasileira fecha em queda com cautela global

BeeNews 24/04/2026 | 22:48 | Brasília
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O cenário econômico global influenciou diretamente o mercado financeiro brasileiro nesta sexta-feira, com o dólar encerrando o pregão abaixo da marca de R$ 5. Apesar da menor aversão ao risco observada em alguns mercados internacionais, a bolsa de valores brasileira registrou sua terceira queda consecutiva, acumulando perdas significativas na semana.

A extensão do cessar-fogo no Irã trouxe um alívio pontual, mas as negociações geopolíticas continuam a gerar um ambiente de cautela entre os investidores. Essa postura reflete a incerteza persistente sobre o futuro das relações internacionais e seus impactos na economia mundial.

Dólar: Flutuações e Cenário Internacional

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (24) cotado a R$ 4,998 para venda, registrando uma leve queda de 0,1%. Essa movimentação foi impulsionada principalmente por uma melhora no ambiente internacional, alimentada pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.

Tal cenário contribuiu para reduzir a busca global por ativos considerados mais seguros, como a moeda americana, o que favoreceu moedas de países emergentes, incluindo o real. Apesar da desvalorização diária, a divisa acumulou uma leve alta de 0,32% na semana.

No entanto, o dólar mantém uma queda expressiva de 8,92% no ano, refletindo a recente valorização do real, que chegou a atingir seu menor valor em mais de dois anos. Nos últimos dias, o câmbio passou por ajustes técnicos, com investidores realizando lucros após a acentuada queda da moeda.

O Banco Central (BC) chegou a anunciar uma intervenção no mercado de câmbio, com oferta simultânea de dólares à vista e contratos futuros, conhecida como casadão. Contudo, a instituição não aceitou as propostas, sinalizando que não considerou necessária uma atuação naquele momento específico.

Ibovespa: Queda e Realização de Lucros

No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o dia em queda de 0,33%, atingindo 190.745 pontos. Este é o menor patamar do indicador desde 14 de abril, refletindo um movimento de realização de lucros por parte dos investidores.

Durante o pregão, o índice chegou a operar abaixo dos 190 mil pontos, em um cenário de venda de ações para embolsar ganhos após recordes recentes. Esta foi a terceira queda consecutiva do Ibovespa, que registrou alta em apenas um dia das últimas sete sessões.

No acumulado da semana, a Bolsa recuou 2,55%. Apesar disso, o índice mantém uma alta de 1,75% no mês e um avanço expressivo de 18,38% no ano. Entre os fatores que pressionaram o índice estão o desempenho de ações ligadas ao petróleo e um ambiente externo misto, com as bolsas dos Estados Unidos apresentando direções diferentes.

No mercado estadunidense, os índices de tecnologia registraram alta, enquanto os setores mais tradicionais recuaram nesta sexta-feira, evidenciando a seletividade dos investidores globais. Para mais informações sobre o mercado financeiro, clique aqui.

Petróleo: Volatilidade e Tensões Geopolíticas

Os preços do petróleo experimentaram forte volatilidade nesta sexta-feira, refletindo tanto as tensões geopolíticas quanto sinais de uma possível distensão no conflito entre Estados Unidos e Irã. Essa dualidade de fatores manteve o mercado em constante oscilação.

O contrato do barril do tipo Brent para junho, referência internacional e parâmetro para a Petrobras, fechou em queda de 0,22%, cotado a US$ 99,13. Já o petróleo WTI, do Texas, referência dos Estados Unidos, terminou o dia cotado a US$ 94,40 por barril, com uma queda de 1,5% na sessão.

Apesar das oscilações diárias, o Brent acumulou uma alta significativa de 16% na semana, enquanto o WTI avançou quase 13%. Esse movimento expressivo reflete as crescentes preocupações com a oferta global de petróleo, especialmente em decorrência do conflito no Oriente Médio.

A situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte do produto, permanece crítica, com tráfego reduzido e episódios de apreensão de navios. Tais eventos contribuem para a incerteza e a valorização da commodity no mercado internacional.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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