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Donald Trump questiona papa Leão XIV sobre mortes no Irã e armas nucleares

BeeNews 15/04/2026 | 07:54 | Brasília
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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas críticas ao papa Leão XIV, expressando preocupações significativas sobre a situação no Irã. Em uma série de declarações públicas, Trump questionou a postura do pontífice em relação às mortes de manifestantes e à possibilidade de o país persa desenvolver armas nucleares. Este novo capítulo na tensão entre as figuras globais reacende o debate sobre a intersecção entre política externa e liderança religiosa.

A escalada das críticas de Donald Trump ao pontífice

Na madrugada de uma quarta-feira recente, Donald Trump utilizou a rede social Truth Social para direcionar novos comentários ao papa Leão XIV. Em sua postagem, o ex-presidente solicitou que alguém informasse ao pontífice que o Irã teria sido responsável pela morte de “pelo menos 42 mil manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses”. A declaração sublinhou a gravidade da situação interna iraniana, segundo a perspectiva de Trump.

Além disso, Trump enfatizou que a posse de uma bomba nuclear pelo Irã seria “absolutamente inaceitável”. A mensagem culminou com a afirmação “A América está de volta!”, reforçando sua visão sobre a política externa americana e a necessidade de uma postura firme em relação a questões de segurança global.

Antecedentes da controvérsia e a resposta papal

As recentes críticas de Trump não foram isoladas, seguindo um post anterior na Truth Social no domingo. Naquela ocasião, o ex-presidente já havia manifestado sua insatisfação, declarando que não desejava “um papa que ache aceitável o Irã ter armas nucleares”. Ele também criticou o pontífice por considerar “terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela” e por “criticar o presidente dos Estados Unidos”. Essas referências surgiram após comentários de Leão XIV pedindo uma desescalada militar tanto no Irã quanto na Venezuela, onde uma operação americana havia capturado o ditador Nicolás Maduro em janeiro.

Em resposta aos primeiros comentários de Trump, o papa Leão XIV afirmou que não entraria “em debates”. Ele declarou não ter “medo do governo Trump, nem de falar abertamente sobre a mensagem do Evangelho”, que considerava sua missão e a da Igreja. O pontífice ressaltou que a Igreja não atua como política e não lida com política externa da mesma forma que os governos, mas que sua crença se baseia na mensagem do Evangelho como um pacificador.

Reafirmação das posições e apoio do vice-presidente

Apesar da resposta do papa, Donald Trump manteve sua posição, afirmando em uma entrevista à CBS News na segunda-feira que não via motivos para se desculpar com Leão XIV. Ele reiterou que o pontífice estava “errado em relação a essas questões” e sugeriu que o papa não deveria se envolver em política, acreditando que ele “provavelmente aprendeu isso com essa experiência”.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, que é católico, manifestou apoio a Trump, em entrevista à emissora Fox News. Vance sugeriu que “seria melhor para o Vaticano se ater a questões de moralidade” e “deixar o presidente dos Estados Unidos ditar as políticas públicas americanas”. Ele concluiu que, embora haja conflito, não estava “se preocupando muito” com o assunto, reforçando a linha de que a Igreja deveria focar em assuntos internos e morais, enquanto o governo lida com a política externa. Para mais informações sobre política internacional, clique aqui.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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