© REUTERS/Leslie Moreno/ Proibido reprodução

Eleição peruana: disputa acirrada tem Roberto Sánchez à frente de Keiko Fujimori por margem mínima

BeeNews 09/06/2026 | 12:37 | Brasília
3 min de leitura 565 palavras

A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial do Peru permanece em um cenário de intensa polarização e indefinição. Com a apuração de 95,9% das urnas, o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino mantém uma vantagem estreita sobre a candidata de direita Keiko Fujimori. A margem de diferença, que se reduziu nas últimas horas com o crescimento dos votos para Fujimori, mantém o país em suspense enquanto aguarda os resultados definitivos.

Este pleito é crucial para o Peru, que busca eleger seu nono presidente em uma década marcada por profunda instabilidade política. A expectativa é que o resultado final seja divulgado apenas em meados de julho, devido a um novo mecanismo de recontagem de votos implementado pela autoridade eleitoral.

A contagem acirrada dos votos na eleição peruana

Os dados mais recentes da apuração revelam que Roberto Sánchez acumula 50,056% dos votos, enquanto Keiko Fujimori registra 49,944%. Essa diferença representa uma margem de apenas 19,8 mil votos, evidenciando a proximidade entre os dois candidatos.

A dinâmica da apuração tem sido marcada por reviravoltas. Inicialmente, Keiko Fujimori chegou a liderar com uma vantagem de 200 mil votos, impulsionada pela contagem antecipada das urnas da capital, Lima. Contudo, Roberto Sánchez conseguiu reverter essa situação, ultrapassando numericamente sua adversária na tarde da última segunda-feira, quando 93,9% das urnas já haviam sido contabilizadas.

Desafios e prazos na apuração final

A Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru informa que, das mais de 92,7 mil atas da eleição, cerca de 2,2 mil ainda precisam ser contabilizadas. Deste total, 1,7 mil correspondem a mesas do exterior, onde Keiko Fujimori tem demonstrado uma vantagem significativa, com 65,4% dos votos contra 34,5% para Sánchez, considerando apenas os 30,2% das atas estrangeiras já apuradas.

O Jurado Nacional de Eleições (JNE), a autoridade máxima eleitoral do Peru, anunciou que os resultados definitivos só deverão ser divulgados em “meados de julho”. Essa delonga se deve à implementação de um novo mecanismo obrigatório de recontagem de votos em mesas que apresentaram inconsistências. Até o momento, mil atas foram recebidas “em observação”, exigindo uma nova contagem com a presença de observadores de partidos e fiscais, o que prolonga o processo e mantém a incerteza sobre o desfecho da eleição peruana.

O perfil dos candidatos e o contexto político

Os candidatos Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial para o período de 2026 a 2031. O vencedor assumirá a liderança de um país que tem enfrentado uma década de severa crise política, com dois presidentes renunciando e quatro sendo destituídos pelo parlamento desde 2016.

Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, incluindo esterilizações forçadas de mulheres indígenas, busca sua primeira vitória presidencial após perder o segundo turno em três eleições anteriores: 2011, 2016 e 2021.

Do outro lado, Roberto Sánchez, psicólogo de formação, é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru e foi ministro do ex-presidente Pedro Castillo. Castillo foi destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento, mas é visto por seus apoiadores como vítima de um golpe legislativo por representar o voto rural e indígena. Sánchez demonstrou seu apoio a Castillo ao visitá-lo no presídio de Barbadillo após votar em Lima, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais. Para mais informações sobre o cenário político peruano, você pode consultar a Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Palavras-chave: apuração, crise, democracia, eleição, fujimori, peru, política, presidência, sánchez, votos, keiko, roberto, presidencial, urnas
Compartilhe:

Menu