1 tem enfrentado resistência porque atinge interesses de setores poderosos da ec

Boulos acusa ‘terrorismo econômico’ em debate sobre o fim da escala 6 por 1

BeeNews 12/05/2026 | 13:19 | Brasília
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, expressou nesta terça-feira (12) forte crítica à oposição enfrentada pela proposta de encerrar a escala de trabalho 6 por 1. Segundo o ministro, a iniciativa, que visa conceder dois dias de folga semanais aos trabalhadores, tem sido alvo de uma intensa campanha de resistência por parte de setores influentes da economia brasileira. Ele classificou as táticas empregadas por esses grupos como “terrorismo econômico”, buscando atrasar a votação da matéria no Legislativo.

A discussão em torno da redução da jornada de trabalho tem ganhado destaque no cenário político, com o governo defendendo a medida como um avanço social e econômico. A postura de Boulos reflete a determinação do Executivo em prosseguir com a proposta, apesar das pressões contrárias.

Resistência e o “terrorismo econômico” contra o fim da escala 6 por 1

Durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Agência Brasil, Guilherme Boulos afirmou que os interesses atingidos pela mudança são de grupos poderosos. Esses setores, conforme o ministro, estariam inclusive tentando impor prazos para a implementação da nova jornada, uma manobra que não contará com o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o ministro, a defesa da redução da jornada de trabalho pelo presidente Lula representa um enfrentamento direto a um “grande sistema econômico”. Boulos ressaltou que essa é a missão para a qual o presidente foi eleito, indicando a prioridade do governo em avançar com a pauta trabalhista.

Precedentes históricos e a luta por direitos trabalhistas

As críticas à proposta do fim da escala 6 por 1 não são um fenômeno isolado, segundo Boulos. Ele traçou um paralelo com movimentos de resistência semelhantes que ocorreram sempre que houve avanços significativos nos direitos dos trabalhadores no Brasil. O ministro lembrou a oposição enfrentada por medidas como a criação do salário mínimo, as férias remuneradas e o 13º salário.

Boulos citou arquivos de jornais da década de 1940, quando o então presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. “O que existe é um terrorismo econômico brutal nessa história, que, aliás, não é novo no Brasil”, argumentou Boulos, reforçando que, apesar das vozes contrárias, ninguém hoje aceitaria o fim do salário mínimo, por exemplo.

Impacto econômico e dados que desmentem o alarmismo

Boulos defendeu que o debate sobre a redução da jornada de trabalho deve ser pautado em dados concretos, e não em alarmismos. Ele citou um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que aponta um impacto médio de apenas cerca de 1% no custo operacional das empresas com a redução da jornada para 40 horas semanais.

Esse impacto, segundo o ministro, é comparável ao causado pelos aumentos reais do salário mínimo implementados em governos anteriores de Lula, que não resultaram em falências ou desemprego. Ao contrário, o país registrou o menor índice de desemprego da série histórica e um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que não se via há 12 anos, indicando que o “terrorismo” não se sustenta nos fatos.

Benefícios sociais, produtividade e equidade de gênero

Além dos aspectos econômicos, Boulos enfatizou os benefícios sociais e de produtividade da medida. Um trabalhador menos exausto tende a ser mais produtivo, e a redução da jornada pode combater a “explosão de casos de Burnout” e outros problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, que afastaram 500 mil trabalhadores no ano passado.

O ministro também destacou o impacto positivo na vida das mulheres, que frequentemente enfrentam uma dupla jornada de trabalho. Para muitas, o único dia de folga da escala 6 por 1 é consumido por tarefas domésticas, transformando-o em mais um dia de trabalho. O fim da escala, portanto, representa um “respiro” e uma correção dessa desigualdade, promovendo maior equidade de gênero no ambiente doméstico e profissional.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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