Juan Ignacio Roncoroni )

Com inflação em queda na Argentina, Milei reforça batalha por estabilidade econômica

BeeNews 15/05/2026 | 11:41 | Brasília
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A Argentina registrou uma notável desaceleração em sua inflação mensal, com os novos dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) indicando uma taxa de 2,6% em abril. Este é o segundo mês consecutivo de queda no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), um sinal de alívio para o governo do presidente Javier Milei, que tem priorizado o combate à alta inflação herdada de administrações anteriores.

Apesar da desaceleração mensal, o IPC anual ainda reflete um cenário desafiador, atingindo 32,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A redução da inflação é um pilar central da agenda econômica de Milei, que tem implementado medidas rigorosas para estabilizar a economia do país.

Desaceleração da inflação mensal na Argentina

O relatório divulgado na quinta-feira (14) detalha que, no mês de abril, os preços dos bens tiveram uma variação positiva de 2,5% em relação a março. Os serviços, por sua vez, apresentaram um aumento de 2,6% no mesmo período. Quando analisados anualmente, esses números se traduzem em aumentos de 27,4% para bens e 43,1% para serviços, evidenciando a persistência de pressões inflacionárias em diversas áreas da economia.

A queda consecutiva da inflação mensal é um indicador que o governo Milei tem observado de perto, buscando consolidar uma tendência de estabilização. A administração defende que as políticas de austeridade e desregulamentação são essenciais para reverter o quadro econômico.

Setores com maiores aumentos de preços

Entre os segmentos que registraram os maiores aumentos mensais de preços em abril, o transporte se destacou com uma alta de 4,4%. Este incremento foi impulsionado, em grande parte, pela elevação dos preços dos combustíveis, um fator que o relatório atribui à guerra no Oriente Médio. Outro setor com aumento significativo foi o de serviços de água, gás e eletricidade, que subiu 3,5%.

Esses aumentos pontuais demonstram que, mesmo com a desaceleração geral, alguns setores continuam a enfrentar pressões específicas que impactam o custo de vida dos argentinos e representam desafios contínuos para a gestão econômica.

A visão do governo Milei e as projeções futuras

O presidente Javier Milei celebrou a queda da inflação mensal, mas fez questão de enfatizar que a luta está longe de terminar. Em entrevista ao canal de streaming Neura, ele declarou que seu governo “só descansará quando o indicador oficial chegar a zero”. Milei reforçou a seriedade de seu compromisso, afirmando que “o único dado que nos traz alívio é zero. Até que isso aconteça, a luta contra a inflação não acabou”.

O presidente e seu ministro da Economia, Toto Caputo, compartilham uma aversão declarada à inflação, o que sublinha a determinação em suas políticas. O governo Milei incluiu em sua agenda uma projeção de inflação de 10,1% para todo o ano de 2026 no orçamento, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um aumento anual de preços de 30,4% para a Argentina. Essas projeções distintas ressaltam a complexidade e as diferentes expectativas em relação à trajetória econômica do país. Para mais informações sobre as projeções do FMI, visite o site oficial do Fundo Monetário Internacional.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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