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Investigação dos EUA aponta vínculo de mais de 100 funcionários da ONU com o Hamas

BeeNews 09/06/2026 | 01:25 | Brasília
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Um relatório recente produzido pelo Escritório do Inspetor-Geral da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) revelou conexões alarmantes entre profissionais da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) e o grupo terrorista Hamas. Segundo o documento, mais de 100 funcionários da organização internacional teriam participado diretamente do ataque ocorrido em 7 de outubro de 2023 contra Israel ou mantido laços estreitos com o braço militar do grupo, as Brigadas Al-Qassam.

Impacto da investigação e sanções americanas

A revelação levou o governo dos Estados Unidos a tomar medidas drásticas para proteger o uso de recursos públicos. O órgão americano encaminhou uma lista com 101 nomes para suspensão imediata, impedindo que esses indivíduos participem de programas financiados por contribuintes americanos. A sanção prevê que esses funcionários e ex-funcionários fiquem proibidos de receber qualquer tipo de auxílio externo dos Estados Unidos por um período de dez anos.

Cargos ocupados por membros do grupo terrorista

A investigação detalha uma estrutura de infiltração profunda dentro da agência da ONU. Entre os citados no relatório, encontram-se profissionais de diversas áreas, incluindo diretores de escolas, professores, conselheiros psicossociais, atendentes de saúde e agentes de segurança. O documento aponta que alguns desses indivíduos acumulavam funções estratégicas na UNRWA simultaneamente ao exercício de cargos operacionais dentro do Hamas.

Atuação militar e logística em Gaza

O relatório descreve casos específicos de atuação direta em atividades de combate. Um vice-diretor de escola da UNRWA, por exemplo, teria atuado como subcomandante das Brigadas Al-Qassam, enquanto outro ocupava a posição de líder de esquadrão em Khan Younis. Além disso, professores da agência foram identificados exercendo funções de inteligência e logística, incluindo o transporte de mísseis antitanque utilizados para apoiar as ações terroristas durante o massacre que resultou em cerca de 1,2 mil mortes e diversos sequestros.

Posicionamento oficial e corte de financiamento

O Departamento de Estado dos Estados Unidos reforçou a gravidade das descobertas, classificando a UNRWA como uma instituição infiltrada por simpatizantes do terrorismo. Em fevereiro de 2025, o presidente Donald Trump formalizou a retirada do financiamento americano à agência por meio de um decreto. A medida reflete a postura da atual administração, que sustenta que nenhum recurso público deve ser destinado a organizações que possuam vínculos comprovados com grupos extremistas na região.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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