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Líder iraniano exorta união islâmica por região livre de influência dos EUA e Israel

BeeNews 26/05/2026 | 13:35 | Brasília
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Em um pronunciamento de grande repercussão global, o líder supremo do Irã, Sayyid Mojtaba Khamenei, fez um apelo contundente para que os países islâmicos se unam ao Irã na construção de uma nova ordem regional. A proposta central dessa visão é a eliminação da presença militar dos Estados Unidos e a erradicação da influência de Israel na região. A declaração surge em um momento estratégico, em meio ao evento anual de peregrinação à Meca, na Arábia Saudita, que reúne milhões de muçulmanos de todo o mundo.

A mensagem de Khamenei, divulgada em carta nesta terça-feira (26), foi direcionada à vasta comunidade muçulmana global, conhecida como Ummah Islâmica, que participa da Hajj. Este evento sagrado, que anualmente atrai mais de 1,5 milhão de peregrinos, serve como um palco significativo para a disseminação de mensagens políticas e religiosas de alcance internacional, conferindo um peso simbólico e prático à convocação do líder iraniano.

A Visão do Irã para uma Nova Ordem Regional

O cerne da mensagem de Mojtaba Khamenei é a crença de que a Ummah Islâmica e as nações da região possuem capacidades e interesses comuns que são cruciais para moldar uma nova arquitetura de poder global e regional. Ele expressou um convite sincero à amizade e cooperação entre todos os países e governos islâmicos, visando o avanço coletivo da comunidade islâmica.

Durante o segundo dia da Hajj, Khamenei instruiu os peregrinos iranianos a compartilhar com os muçulmanos de outras nações a narrativa de uma “vitória” iraniana na “guerra de agressão” contra os Estados Unidos e Israel. Ele enfatizou que o “tempo não retrocederá” e que a era de bases militares americanas na região está chegando ao fim. Segundo o líder, os Estados Unidos estão perdendo seu antigo status e não encontrarão mais refúgio seguro para suas estratégias e instalações militares.

Perspectivas sobre Israel e a Palestina

Em suas declarações, o líder supremo do Irã também abordou a questão de Israel, afirmando que o “regime sionista abalado e o tumor cancerígeno de Israel estão igualmente se aproximando dos estágios finais de sua existência miserável”. Essa afirmação ecoa uma profecia de seu pai, Ali Khamenei, feita há uma década, que previa o fim de Israel em 25 anos.

Diferentemente do consenso internacional que propõe a solução de dois Estados (um palestino e um israelense), o Irã defende a criação de um Estado único. Nesta visão, árabes e judeus viveriam sob a mesma soberania, com o retorno da diáspora palestina. Israel, por sua vez, rejeita veementemente a ideia de qualquer Estado palestino independente.

A Força do Eixo da Resistência e a Revolução

Mojtaba Khamenei não apenas glorificou a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a ditadura da dinastia Pahlavi, apoiada pelos EUA, mas também elogiou a resiliência dos iranianos. Ele destacou a capacidade do país de resistir a 47 anos de cerco econômico e a “inúmeros ataques políticos, propagandísticos e econômicos perpetrados por inimigos”.

O embargo econômico imposto ao Irã tem gerado consequências sociais e econômicas significativas, limitando o desenvolvimento da nação persa. Para o aiatolá, o chamado Eixo da Resistência – que engloba grupos no Líbano, Palestina, Iraque, Síria, África, Iêmen, Afeganistão e Paquistão – é fundamental para defender a Ummah Islâmica contra “agressores sionistas usurpadores”, combater a agenda do Daesh (ISIS) e, finalmente, levar o “regime sionista cambaleante a dar seu último suspiro”.

O Papel do Líder Supremo no Irã

No sistema político iraniano, o líder supremo ocupa a posição mais alta e é eleito pela Assembleia dos Especialistas, um corpo composto por 88 clérigos religiosos escolhidos por voto popular. Embora o cargo seja vitalício, a Constituição do Irã permite que a Assembleia destitua o Líder Supremo, funcionando como um Poder Moderador.

As Forças Armadas iranianas são diretamente subordinadas ao Líder Supremo, e não ao Poder Executivo. Mojtaba Khamenei ascendeu a este posto após o assassinato de seu pai, Ali Khamenei, que ocupou o cargo por 36 anos, no início da guerra contra Israel e os EUA. A estrutura de poder da República Islâmica do Irã também inclui o Conselho dos Guardiões, composto por 12 membros (seis indicados pelo Líder Supremo e seis pelo Parlamento), responsável por garantir que as leis estejam em conformidade com os parâmetros morais e religiosos islâmicos. Para mais informações sobre as declarações do líder, clique aqui.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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