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Aliado de Trump emite alerta a Joesley Batista após revelação de contato com Lula

BeeNews 13/05/2026 | 22:31 | Brasília
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O cenário político internacional ganhou um novo capítulo com a declaração de Jason Miller, proeminente aliado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Miller direcionou um “alerta” ao empresário brasileiro Joesley Batista, proprietário da JBS, após a divulgação de uma notícia sobre um telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trump, que teria sido intermediado pelo próprio Batista. A advertência, feita por meio de uma publicação na plataforma X, sugere que o empresário estaria envolvido em um “jogo perigoso”.

A repercussão do caso sublinha a complexidade das relações entre figuras políticas de alto escalão e influentes empresários, especialmente em um contexto de diplomacia não oficial. A intervenção de Miller adiciona uma camada de tensão a um episódio que já chamava a atenção pela sua natureza incomum, levantando questões sobre os bastidores das negociações e a influência de atores privados em assuntos de Estado.

A Advertência de Jason Miller a Joesley Batista

A declaração de Jason Miller, figura conhecida por sua proximidade com Donald Trump e por atuar como porta-voz em diversas campanhas, foi categórica. Ao compartilhar uma reportagem que detalhava o telefonema entre Lula e Trump, Miller escreveu: “Joesley está jogando um jogo perigoso pra c… O pêndulo sempre volta… e o pêndulo nunca esquece”. A frase, carregada de um tom de ameaça velada, sugere que as ações de Joesley Batista teriam consequências futuras, potencialmente negativas, no ambiente político e empresarial.

A mensagem de Miller não apenas ecoa a postura combativa de seu mentor político, mas também sinaliza um descontentamento com a alegada interferência do empresário em assuntos que envolvem a política externa dos Estados Unidos. A escolha das palavras, em particular a metáfora do “pêndulo”, reforça a ideia de que há um cálculo de longo prazo em jogo e que nenhum movimento é esquecido no tabuleiro político.

O Encontro Inusitado: Lula, Trump e o Telefone do Empresário

O centro da controvérsia é um telefonema ocorrido em 30 de abril, que teria conectado o presidente Lula e o ex-presidente Trump. Segundo a notícia, originalmente revelada pela CNN Brasil, a ligação foi feita pelo celular de Joesley Batista durante uma visita do empresário ao Palácio da Alvorada. O detalhe crucial é que o contato teria acontecido sem a presença do chanceler Mauro Vieira ou de outros assessores da área internacional da Presidência da República, o que levanta questões sobre a formalidade e os protocolos diplomáticos.

A reportagem indicou que Lula teria expressado a Joesley a dificuldade do governo brasileiro em agendar uma conversa com Trump. Em resposta, o empresário teria se oferecido para ligar diretamente ao republicano, que atendeu a chamada no terceiro toque. Essa interação teria sido fundamental para destravar a organização da visita de Lula a Washington, que se concretizou na semana seguinte. Questionado por jornalistas em Nova York sobre o episódio, Joesley Batista optou por não comentar.

Contexto Político e Empresarial: JBS e a Administração Trump

A intervenção de Joesley Batista e a subsequente advertência de Jason Miller ganham contornos mais complexos ao considerar as relações preexistentes entre a JBS e a administração Trump. A JBS, por meio de sua subsidiária nos Estados Unidos, a Pilgrim’s Pride, foi a maior doadora empresarial para a cerimônia de posse de Trump em 2025, conforme noticiado pela imprensa americana. Essa contribuição financeira destaca a influência e os interesses da empresa no cenário político norte-americano.

A reunião entre Lula e Trump, que durou aproximadamente três horas, foi descrita pelo ex-presidente americano como “muito boa” em uma publicação na Truth Social. Embora tenham sido discutidos temas como comércio e tarifas, o encontro não resultou em anúncios de acordos concretos. A participação de Joesley Batista na facilitação desse contato, portanto, insere-se em um emaranhado de interesses políticos e econômicos que transcendem as fronteiras nacionais.

JBS Sob Escrutínio: O “Cartel da Carne” nos EUA

O alerta de Jason Miller surge em um momento particularmente delicado para a JBS nos Estados Unidos. A gigante processadora de carne está entre as empresas investigadas pela divisão antitruste do Departamento de Justiça americano. A apuração foi iniciada após acusações de Donald Trump de que frigoríficos estariam combinando preços para manipular e elevar artificialmente os valores da carne bovina no país, em um esquema conhecido como “cartel da carne”.

A investigação em curso adiciona peso à advertência de Miller, sugerindo que as ações de Joesley Batista podem ser vistas como uma tentativa de influenciar o ambiente político em um momento de vulnerabilidade para a JBS. A menção de Miller a um “jogo perigoso” pode ser interpretada como um aviso de que a empresa e seu proprietário estão sob intensa observação, e que qualquer movimento percebido como inadequado pode ter sérias repercussões legais e políticas nos Estados Unidos.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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