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Lula defende soberania nacional na exploração de minerais críticos e terras raras

BeeNews 18/05/2026 | 16:14 | Brasília
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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou nesta segunda-feira (18) o compromisso do governo brasileiro com a manutenção da soberania nacional sobre os recursos minerais estratégicos. Durante evento realizado em Campinas, no interior de São Paulo, o chefe do Executivo destacou que, embora o país esteja aberto a parcerias internacionais para a exploração de terras raras e minerais críticos, o controle e o desenvolvimento tecnológico devem permanecer sob domínio brasileiro.

A declaração ocorreu durante a inauguração de quatro novas linhas de luz no acelerador de partículas Sirius, operado pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O presidente enfatizou que a colaboração com nações estrangeiras é bem-vinda, desde que respeite a autonomia do país na gestão desses ativos essenciais para a transição energética e tecnológica global.

Soberania e inteligência na exploração de minerais críticos

Para o presidente, a estratégia de exploração não deve se limitar à extração bruta, mas sim integrar a ciência e a inteligência nacional para agregar valor aos recursos. Ele ressaltou a importância de utilizar a estrutura de pesquisa do CNPEM para acelerar o mapeamento e o aproveitamento desses materiais.

O objetivo é evitar que o Brasil atue apenas como um exportador de matéria-prima. Ao convidar investidores globais, o governo busca parcerias que contribuam para a industrialização e o salto tecnológico, garantindo que a riqueza gerada pelos minerais críticos permaneça como um ativo estratégico para a sociedade brasileira.

Expansão tecnológica com o acelerador de partículas Sirius

As novas linhas de luz inauguradas — batizadas de Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê — representam um investimento de R$ 800 milhões, viabilizado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Essas instalações ampliam a capacidade do Sirius, que já é reconhecido como uma das fontes de luz síncrotron de quarta geração mais avançadas do mundo.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, destacou que a infraestrutura permite ao Brasil romper a dependência de laboratórios estrangeiros. Com o Sirius, pesquisadores nacionais ganham autonomia para realizar estudos complexos em áreas como nanotecnologia, saúde, fármacos e semicondutores, consolidando o país como um polo de liderança científica global.

Avanços científicos e aplicações práticas

Cada uma das novas linhas de luz possui uma finalidade específica que impacta diretamente o desenvolvimento industrial e científico. A linha Tatu, por exemplo, foca em materiais quânticos e biomoléculas, enquanto a Sapucaia é voltada para a análise de nanopartículas e medicamentos. Já a Quati e a Sapê dão suporte a pesquisas em minerais críticos, semicondutores e novos materiais para infraestrutura.

O Sirius funciona como um supermicroscópio capaz de revelar a estrutura atômica da matéria através da radiação eletromagnética. Essa tecnologia é fundamental para o desenvolvimento de inovações que vão desde novos chips eletrônicos até terapias avançadas, colocando o Brasil na vanguarda da pesquisa científica internacional. Para mais detalhes sobre a infraestrutura, consulte o especial da Agência Brasil sobre o projeto.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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