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Lula manifesta desejo de reverter privatizações de empresas estratégicas

BeeNews 29/05/2026 | 16:13 | Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou, em evento realizado em Sergipe, seu “sonho” de reverter processos de privatização que envolveram empresas consideradas estratégicas para o país. A declaração, feita na última sexta-feira (29), reflete uma visão crítica sobre a venda de estatais e a importância da presença do Estado em setores-chave da economia nacional.

Em seu discurso, o presidente não apenas manifestou o desejo de reestatizar algumas dessas companhias, mas também teceu críticas contundentes aos modelos de gestão que, em sua avaliação, levaram à decisão de privatizar. A discussão sobre o papel das empresas públicas e a soberania nacional tem sido um tema recorrente em seu governo, alinhando-se à proposta de fortalecer a atuação estatal em áreas vitais.

Visão sobre a Reestatização de Eletrobras e BR Distribuidora

Durante o evento em Sergipe, o presidente Lula mencionou especificamente a Eletrobras e a BR Distribuidora como exemplos de empresas que ele gostaria de ver novamente sob controle estatal. Ele lamentou os obstáculos legais e financeiros que foram estabelecidos para uma eventual recompra, indicando a complexidade de reverter as privatizações já consolidadas.

A Eletrobras, segundo o presidente, foi privatizada de uma forma que tornaria a sua reaquisição pelo governo um processo financeiramente oneroso, com custos estimados em até três vezes o valor de venda. No caso da BR Distribuidora, que ainda mantém o nome da Petrobras, Lula apontou que a possibilidade de recompra só se concretizaria a partir de 2029, classificando a maneira como essas vendas foram conduzidas como “canalha” e “sórdida”.

Críticas à Gestão e ao Processo de Venda de Estatais

O presidente Lula associou diretamente as privatizações àquilo que ele descreve como uma “falta de competência” por parte dos gestores públicos em administrar empresas estatais e em lidar com seus trabalhadores. Para ele, a decisão de vender patrimônios públicos muitas vezes decorre da incapacidade de se gerir eficientemente esses ativos, levando ao que ele chamou de “desmonte da coisa pública”.

Essa perspectiva sugere que a privatização não seria uma solução intrínseca para a ineficiência, mas sim um sintoma de problemas de gestão que poderiam ser superados com uma administração mais qualificada e comprometida com o interesse público. O presidente argumentou que “eles desmontam a coisa pública para entregar de graça, por não saberem administrar nem lidar com o trabalhador”, reforçando sua visão de que o Estado tem um papel fundamental na economia.

O Papel das Empresas Públicas e a Reativação da Fafen-SE

A discussão sobre a reestatização de empresas estratégicas ganha contexto com a visita do presidente à Fafen-SE (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe), localizada em Pedra Branca, no município de Laranjeiras. A unidade, que teve suas operações reativadas para a produção de fertilizantes, exemplifica o movimento de fortalecimento da presença estatal em setores considerados essenciais para o desenvolvimento do país.

A reativação da Fafen-SE, após um período de inatividade, alinha-se à visão do governo de retomar a produção nacional em áreas estratégicas, como a de fertilizantes, visando a segurança alimentar e a autonomia produtiva. Este movimento contrasta com a lógica das privatizações criticadas pelo presidente, reforçando a ideia de que o Estado pode e deve ser um agente ativo no desenvolvimento econômico e social.

A postura do presidente Lula reacende o debate sobre o equilíbrio entre a atuação do setor público e privado na economia brasileira, especialmente em setores de infraestrutura, energia e logística. A complexidade de reverter privatizações, dadas as implicações legais, contratuais e financeiras, é um desafio que o governo reconhece, mas que não diminui o desejo de reavaliar o modelo de participação estatal em empresas estratégicas.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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