causa de um pedido de vista. O relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-M

Maioridade penal tem votação adiada na CCJ da Câmara dos Deputados

BeeNews 09/06/2026 | 19:37 | Brasília
3 min de leitura 475 palavras

A análise da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/15, que visa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, sofreu um novo adiamento nesta terça-feira (9). O debate, conduzido no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, foi interrompido devido ao início da Ordem do Dia no plenário da Casa, impedindo a conclusão dos trabalhos na data prevista.

Contexto da maioridade penal e trâmite legislativo

O presidente do colegiado, Leur Lomanto Júnior, reagendou o reinício da discussão para a manhã desta quarta-feira (10). O texto, que já havia enfrentado um adiamento anterior motivado por um pedido de vista, traz um parecer favorável do relator, deputado Coronel Assis. O parlamentar optou por retirar do escopo original a emenda que permitiria a jovens de 16 anos o exercício de direitos civis plenos, como casamento, celebração de contratos e obtenção de carteira de habilitação.

Caso a proposta obtenha aprovação na CCJ, o rito legislativo exige a criação de uma comissão especial para aprofundar o debate antes que o texto possa seguir para votação no plenário. O andamento da matéria é acompanhado de perto por diversos setores da sociedade e especialistas em segurança pública, conforme detalhado pela Agência Brasil.

Divergências jurídicas e políticas

A proposta enfrenta resistência significativa entre os parlamentares da CCJ. A deputada Érica Kokay sustenta que a alteração da maioridade penal fere cláusulas pétreas da Constituição, argumentando que modificações dessa natureza exigiriam a convocação de uma nova Constituinte. A parlamentar destaca que crimes graves cometidos por jovens representam menos de 4% do total de delitos violentos registrados no país.

Por outro lado, defensores da medida, como o deputado Nikolas Ferreira, sustentam que o encarceramento de adolescentes reincidentes é a solução eficaz para conter a criminalidade. O debate também foi marcado por críticas à metodologia de votação. O deputado Renildo Calheiros manifestou descontentamento com o formato híbrido das sessões, argumentando que a relevância da PEC exige a presença física e o debate presencial dos membros do colegiado.

Argumentos sobre segurança e realidade social

O cenário de insegurança urbana e o medo da violência são utilizados como justificativas por defensores da redução. A deputada Talíria Petrone, contudo, contesta essa visão, classificando a proposta como uma falsa solução que utiliza o medo da população em um contexto de ano eleitoral. Para a parlamentar, o foco na redução da maioridade penal desvia a atenção de políticas públicas mais estruturantes.

Atualmente, o sistema socioeducativo brasileiro abriga cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse contingente representa menos de 1% da população de 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A discussão sobre o futuro da PEC permanece aberta, aguardando os próximos passos do colegiado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Palavras-chave: câmara, congresso, constituição, debate, justiça, política, segurança, sociedade, votação, proposta, maioridade, penal, colegiado, deputado, parlamentar, jovens, emenda
Compartilhe:

Menu