dama, Melania Trump, participavam em Washington neste sábado (25). (Foto: EFE/EPA/Yuri Gripas )

Manifesto de atirador em evento com Trump revela detalhes de plano

BeeNews 26/04/2026 | 15:40 | Brasília
3 min de leitura 500 palavras

Um manifesto detalhado, intitulado “Assassino Federal Amigável”, foi compartilhado por um atirador momentos antes de uma tentativa de invasão armada em um tradicional jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington. O evento contava com a presença do então presidente dos EUA, Donald Trump, e da primeira-dama, Melania Trump, e a divulgação do documento lança luz sobre as motivações e os alvos do indivíduo.

As autoridades americanas foram informadas sobre o conteúdo do manifesto por um familiar do acusado, que o entregou aos investigadores. Este documento de 1.052 palavras se tornou uma peça central na apuração do incidente, fornecendo um panorama das intenções do atirador e sua visão crítica sobre a administração federal.

Conteúdo do manifesto e os alvos designados

No cerne do documento, o autor se autodenomina um “Assassino Federal Amigável” e expressa claramente sua intenção de eliminar funcionários do governo americano. O manifesto estabelece uma lista de prioridades para o ataque, colocando altos funcionários da administração Trump no topo de seus alvos.

Uma notável exceção na lista de alvos era o diretor do FBI, Kash Patel, indicando uma seletividade nas intenções do atirador. O documento, ao qual veículos de imprensa tiveram acesso, detalha a estratégia e a ideologia por trás do plano, oferecendo uma perspectiva direta das motivações do agressor.

A ideologia por trás das ameaças

O manifesto revela uma profunda insatisfação com o governo e uma interpretação particular de princípios. O atirador afirmou não se considerar uma vítima de opressão e, portanto, rejeitou a ideia de “dar a outra face”, uma instrução frequentemente associada a ensinamentos cristãos para vítimas de opressão.

Em um trecho, o autor escreveu: “Não sou uma criança que foi explodida, nem uma criança que passou fome, nem uma adolescente abusado pelos muitos criminosos desta administração. Oferecer a outra face quando se é oprimido não é comportamento cristão, é cumplicidade nos crimes do opressor”. Essa declaração sublinha a base ideológica que o levou a planejar o ataque.

Críticas à segurança e a investigação em curso

Investigadores tiveram acesso a diferentes versões do manifesto, todas convergindo em uma ideologia crítica ao governo e ameaças a autoridades de alto escalão. Um trecho divulgado por um jornal parece fazer menção ao presidente americano, sem citar seu nome, detalhando o uso de munição específica para minimizar danos colaterais.

O autor do manifesto também zombou da segurança no hotel Washington Hilton, local do evento, afirmando ter entrado com várias armas sem ser percebido como uma ameaça. Essa crítica à segurança levantou questões sobre os protocolos de eventos de alto perfil. Uma fonte oficial americana indicou que o Serviço Secreto entrevistou um familiar que relatou comentários “politicamente radicais” do atirador.

O ex-presidente Trump, em entrevista, atribuiu as ações do agressor a um “ódio anticristão”. O atirador, que viajou de outra cidade para cometer o atentado, permanece sob custódia em um hospital para avaliação psiquiátrica e deve comparecer a um tribunal federal para responder às acusações. Para mais informações sobre eventos de segurança e política, visite a Reuters.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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