geral dos EUA, Pam Bondi, o diretor do FBI, Kash Patel, e a promotora federal em Washington, Jeanine Pirro, durante coletiva em fevereiro. (Foto: JIM LO SCALZO/EFE/EPA )

Militar dos EUA é detido por lucrar com informações privilegiadas sobre queda de Maduro

BeeNews 24/04/2026 | 00:05 | Brasília
2 min de leitura 342 palavras

Autoridades federais dos Estados Unidos efetuaram, na quinta-feira (23), a prisão do sargento das forças especiais Gannon Ken Van Dyke. O militar é acusado de utilizar dados sigilosos, obtidos durante a operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, para obter vantagens financeiras indevidas em uma plataforma de apostas online.

Investigação sobre o uso de informações privilegiadas

O caso, que tramita no distrito sul de Nova York, aponta que o militar teria lucrado mais de US$ 409 mil após realizar apostas na plataforma Polymarket. A acusação formal inclui crimes como uso ilegal de informação confidencial, roubo de dados governamentais, fraude financeira e eletrônica, além da movimentação ilícita de recursos.

Segundo as investigações, o sargento participou ativamente do planejamento e da execução da missão contra o regime venezuelano. Pouco antes do anúncio oficial feito pelo presidente Donald Trump, uma conta vinculada a Van Dyke teria investido mais de US$ 33 mil em contratos que previam a queda do líder venezuelano.

Movimentações financeiras e tentativas de ocultação

Após a confirmação da operação e o consequente lucro elevado, as autoridades afirmam que o militar buscou dissipar os valores obtidos. O dinheiro teria sido transferido para carteiras de criptomoedas e diversas contas de investimento online.

A denúncia detalha ainda que, dias após o recebimento dos ganhos, o acusado tentou apagar seus rastros digitais. Ele teria solicitado a exclusão da conta utilizada na plataforma de apostas em uma tentativa de ocultar sua identidade e evitar a detecção pelos órgãos de controle.

Colaboração da plataforma com o Departamento de Justiça

A Polymarket emitiu um comunicado oficial informando que identificou movimentações suspeitas em sua rede. A empresa confirmou que o caso envolve o uso de informações classificadas e que colaborou prontamente com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A plataforma reiterou que práticas de insider trading, caracterizadas pelo uso de dados não públicos para ganho pessoal, violam suas políticas. A empresa reforçou seu compromisso em manter a integridade do mercado de previsões e em cooperar com as autoridades competentes para coibir atividades ilegais.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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