A Igreja Católica e a comunidade global lamentam o falecimento do padre Bruno Kant, reconhecido como o sacerdote mais velho do mundo, que nos deixou na noite de sexta-feira, 29 de maio, aos impressionantes 110 anos de idade. Padre Kant, membro da Diocese de Fulda, na Alemanha, dedicou mais de sete décadas de sua vida ao serviço sacerdotal, deixando um legado de fé e devoção.
Sua partida ocorre poucos meses após o Papa Leão XIV ter expressado sua gratidão pelos “muitos anos de serviço sacerdotal fiel e dedicado” de padre Kant. A notícia de seu falecimento ressoa profundamente entre aqueles que o conheceram e foram tocados por sua espiritualidade e bondade.
Uma vida dedicada ao sacerdócio e à fé
Padre Bruno Kant foi ordenado sacerdote em 1950, marcando o início de uma jornada de serviço que se estenderia por 74 anos. Sua vida foi um testemunho de fé inabalável e compromisso com os ensinamentos da Igreja.
Em um artigo publicado no site de sua diocese, o bispo Michael Gerber de Fulda relembrou o privilégio de ter transmitido a bênção do Papa Leão XIV ao padre Kant por ocasião de seu 110º aniversário, ocorrido há apenas alguns meses. O encontro deixou uma profunda impressão no bispo, que destacou a humildade, bondade e profundidade espiritual que caracterizaram toda a vida sacerdotal do padre.
Homenagens e o legado de Padre Bruno Kant
A notícia do falecimento de padre Kant gerou uma onda de homenagens e reconhecimento por sua contribuição à comunidade. Padre Guido Pasanow, da paróquia em Eichenzell-Löschenrod, onde Kant residiu até seus últimos dias, expressou o sentimento de perda.
Segundo Pasanow, a paróquia “perde uma pessoa que foi fundamental para ela durante muitos anos”. Mesmo após sua aposentadoria do ministério ativo, padre Kant permaneceu uma figura central, atuando como confidente, pastor e guia espiritual para muitos paroquianos. Sua dedicação e impacto na vida dos fiéis são recordados com profunda gratidão.
Superando adversidades: a jornada de Padre Bruno Kant
A trajetória de Padre Bruno Kant foi marcada por desafios significativos antes de sua ordenação. Conforme relatado pelo portal de notícias católico katholisch em novembro de 2025, Kant, nascido perto de Danzig, na atual Polônia, nutria o desejo de se tornar padre desde os nove anos de idade.
Seus estudos teológicos foram interrompidos pelo regime nazista, que o convocou para trabalho forçado e, posteriormente, para o serviço militar como soldado. Após anos de conflito, Kant passou quatro anos como prisioneiro de guerra na Rússia, uma experiência que moldou sua resiliência e fé. Após sua libertação, ele conseguiu se reunir com sua família, que havia buscado refúgio no Ocidente, e finalmente concretizar seu sonho de ser ordenado sacerdote em 1950.
Os últimos anos de um sacerdote centenário
Mesmo em idade avançada, Padre Bruno Kant manteve uma rotina ativa e dedicada. Ele reduziu consideravelmente suas atividades sacerdotais ao longo dos anos, parando de dirigir aos 102 anos, conforme uma reportagem publicada no katholisch.de em novembro.
Nos últimos anos, ele deixou de celebrar a Santa Missa com a congregação às quartas-feiras, mas continuou visitando os enfermos pelo tempo que lhe foi possível. Em uma ocasião, Kant expressou sua serenidade diante da morte, afirmando: “Espero morrer todos os dias. Não estou longe disso”. Em seus anos finais, ele preenchia seus dias resolvendo sudokus, assistindo televisão, lendo jornais e, acima de tudo, dedicando-se à oração, mantendo sua conexão espiritual até o fim.
Esta história foi originalmente publicada pela CNA Deutsch, o serviço em língua alemã da EWTN News, e traduzida e adaptada pela ACI Prensa/EWTN News English. Para mais informações, consulte a fonte original: EWTN News.
Fonte: gazetadopovo.com.br
