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Papa Leão XIV clama por proteção civil no Líbano e cessar-fogo em conflitos globais

BeeNews 12/04/2026 | 10:16 | Brasília
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O Papa Leão XIV, em seu pronunciamento dominical após a oração do Regina Caeli, fez um veemente apelo pela paz e pela proteção das populações civis em diversas regiões do mundo. De sua janela no Palácio Apostólico, no Vaticano, o pontífice dirigiu sua atenção especialmente ao Líbano, invocando a “obrigação moral” de salvaguardar os civis em meio aos conflitos e bombardeios.

A mensagem do líder da Igreja Católica ressaltou a urgência de um cessar-fogo e a busca por soluções pacíficas para as guerras que afligem a humanidade. Além do Líbano, o Papa também manifestou sua profunda preocupação com os conflitos na Ucrânia e no Sudão, reiterando a necessidade de solidariedade internacional e diálogo.

Papa Leão XIV invoca dever humanitário no Líbano

Dirigindo-se ao “amado povo libanês”, o Papa Leão XIV expressou sua proximidade e solidariedade nos “dias de dor, medo e invencível esperança em Deus”. Ele enfatizou que o “princípio da humanidade”, intrínseco à consciência de cada indivíduo e reconhecido pelas leis internacionais, impõe o dever de proteger a população civil dos “atrozes efeitos da guerra”.

O pontífice fez um apelo direto às partes envolvidas no conflito no Líbano para que “cessem o fogo e busquem com urgência uma solução pacífica”. A nação tem sido alvo de bombardeios por parte do vizinho Israel, situação que o Papa acompanha de perto, tendo inclusive visitado o país em novembro do ano passado, demonstrando seu compromisso com a estabilidade da região.

Apelos por paz na Ucrânia e no Sudão

Em sua exortação pela paz, o Papa Leão XIV não deixou de mencionar outros focos de conflito que preocupam a comunidade internacional. Ao parabenizar as igrejas orientais pela Páscoa, ele recordou o “amado povo ucraniano” e solicitou que a comunidade global “não diminua a atenção ao drama desta guerra”, iniciada após a invasão russa. A esperança é que “a luz de Cristo console os corações aflitos e reforce a esperança de paz”.

O pontífice também dedicou um momento para o Sudão, lembrando que na segunda-feira se completam três anos do “sangrento” conflito. Ele lamentou o sofrimento do “povo sudanês, vítima inocente deste drama desumano”, e renovou seu apelo às partes beligerantes para que “calem as armas e iniciem, sem pré-condições, um diálogo sincero para deter o quanto antes esta guerra fratricida”. Estima-se que centenas de milhares de pessoas tenham morrido e milhões continuem deslocadas devido à guerra entre o Exército sudanês e as paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR), conforme dados de especialistas e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

A contínua missão do pontífice pela diplomacia e oração

Os apelos dominicais do Papa Leão XIV são parte de uma série de iniciativas do Vaticano em prol da paz. Na véspera, o pontífice havia convocado uma vigília de oração pela paz na Basílica de São Pedro, no Vaticano, onde falou em romper a “cadeia demoníaca do mal”. Seus constantes chamados pelo fim das guerras refletem o compromisso da Igreja Católica com a resolução pacífica de conflitos e a promoção da dignidade humana.

Em um gesto de continuidade de sua missão global, o pontífice também recordou que, de amanhã até o dia 23 de abril, realizará uma viagem apostólica a quatro países africanos: Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. Esta jornada sublinha o alcance e a relevância de sua mensagem de paz e solidariedade em um cenário mundial marcado por tensões e desafios humanitários. Para mais informações sobre as atividades do Vaticano, visite Vatican News.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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