Aumento da produtividade como motor para a mudança na jornada
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que o avanço tecnológico e o consequente ganho de produtividade no setor produtivo criam as condições necessárias para a implementação de uma jornada de trabalho reduzida. Segundo o ministro, essa transição pode ocorrer sem que haja qualquer impacto negativo nos rendimentos dos trabalhadores brasileiros.
A declaração foi feita durante a participação de Durigan no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na quarta-feira (6). O titular da pasta destacou que as inovações digitais e os novos métodos de comunicação transformaram a dinâmica laboral, permitindo que o mesmo volume de produção seja alcançado em um tempo menor.
Proteção salarial em pauta no Congresso
O governo federal sinalizou que a manutenção dos salários é um ponto inegociável em qualquer discussão legislativa sobre a alteração da escala 6×1. O ministro enfatizou que o objetivo central é garantir que os ganhos de eficiência das empresas sejam compartilhados com a classe trabalhadora, em vez de resultarem em cortes financeiros.
“Vamos fazer questão de incluir, em qualquer medida que seja aprovada no Congresso, a proteção à não redução de salário. Não vai haver redução de salário”, afirmou Durigan. A estratégia busca assegurar que a modernização das relações de trabalho não penalize a renda das famílias brasileiras.
Impacto social e o perfil do trabalhador brasileiro
Dados apresentados pelo ministro revelam que a escala de seis dias de trabalho por semana atinge uma parcela significativa da população. Atualmente, três em cada dez trabalhadores brasileiros estão submetidos a esse regime, sendo que a grande maioria possui uma remuneração de até dois salários mínimos.
A proposta de transição visa, portanto, reduzir a desigualdade no acesso ao descanso. Enquanto trabalhadores de faixas de renda mais elevadas já conseguem negociar escalas mais flexíveis, a parcela de baixa renda permanece presa a jornadas exaustivas. A meta governamental é consolidar o direito a dois dias de descanso semanal, reconhecendo as mudanças estruturais ocorridas no mercado global. Para mais informações sobre o cenário econômico, consulte a Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
